sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Deve haver lei que proíbe governantes de receber presentes

SR. DIRECTOR!

Volto a alertar como o fiz em anos anteriores, pois estamos no mês de Dezembro e por conseguinte chegada a hora propícia para a troca de saudações, brindes entre muitas acções que caracterizam a quadra festiva do Natal e de Fim de Ano.

Alguns países da União Europeia proíbem membros do Governo e funcionários seniores de receberem presentes, pois consideram esta uma forma de os corromper porque as ofertas podem influenciar decisões sensíveis, que podem em certas ocasiões colidirem com os interesses do povo e da nação. 
Cá entre nós assistimos de forma descarada nossos governantes e altos funcionários, particularmente os que deferem ou estão em lugares decisórios vão receber ofertas, pois muitas vezes irão tomar decisões que terão o condão e peso do presente recebido.
Distinguir um Chefe de Estado, ministro, director, dirigentes ou um simples trabalhador pelo seu bom trabalho, dedicação, empenho é maravilhoso e deve ser incentivado e elogiado e não oferecer plasmas, carros, entre outros bens materiais.         
É fácil notar que muitas ofertas, tanto na quadra festiva como esporádicas são para a conquista de influência, pois já se tornou conversa de café e os que oferecem dizem de boca cheia e que passo a citar: "Governante ou Director X e Y vai autorizar porque no Natal ofereci-lhe isto e aquilo".
Em minha modesta opinião, os ministros, vice-ministros, governadores e dirigentes de instituições do Estado a vários níveis deviam canalizar as ofertas a quem mais precisa. Só para recordar, se os governantes, funcionários seniores entre outros são presenteados é porque estão à frente dos pelouros, pois basta observar-se antigos presidentes, primeiro-ministro, ministros, directores, governadores já não recebem o mesmo volume de presentes e atenção como quando eram titulares desses cargos.
Para consubstanciar este comportamento, muitas vezes ouvimos e concluímos o quão é a oferta por interesse e passo o citar: "Para este senhor, este ano não precisa mandar nada, já não é ministro", "Para Sicrano não manda porque já não é director, etc, etc.".
Desejar a um Presidente da República, ministro, director, entre outros governantes um Natal Feliz e Próspero Ano Novo não é necessariamente oferecer um bem material, que de certa forma é comprometedor para ambas as partes. Deve-se mandar um postal de acordo com a ocasião, neste caso particular Natal e Ano Novo, pois muitos há que gastam com ofertas para com dirigentes.
Apenas lamentar que a solidariedade e a responsabilidade social mediatizada nos meios de comunicação não sejam extensivas aos seus trabalhadores, pois alguns têm um único objectivo: aproximar-se de nossos dirigentes, ter influências e aparecer na televisão, negligenciando o salário dos trabalhadores, privando-os do 13º vencimento, não pagando horas extraordinárias, cabaz de Natal ou até um simples paracetamol, não falando do atropelo aos deveres do empregador e direitos do trabalhador plasmados na Lei do Trabalho.
Tenho endereçado a dirigentes do Estado votos de Boas Festas, mas faço-o em forma de postal apropriado à ocasião e tem havido retribuição e nunca com o objectivo de usufruir de qualquer tipo de influência, pois faço-o na qualidade de ser humano e de convivência da família moçambicana e de aproximação aos meus governantes frutos do meu voto.
Caros compatriotas, cuidado com os presentes embrulhados e intencionalmente cobertos de comportamentos corruptos, pois nem imaginam o que alguns desses que oferecem falam.
Dirigentes que receberem presentes devem revertê-los a todos os seus subordinados, desde o topo à base, tal como a taça quando ganha por um clube vai para as vitrinas do clube e não para a casa do treinador ou do presidente da colectividade.
Atenção presenteados, particularmente governantes, sem nos aperceber há gestos que nos humilham.A Luta Continua pela nossa auto-estima e personalidade. Notícias

  • MUSSÁ OSSEMAN

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