Os moradores que intervieram no encontro, carregados de emoção, foram unânimes em afirmar que os actos de criminalidade são cometidos por jovens de outros bairros, mas em conivência com algumas pessoas da zona.
Aliás, é este facto que de há uns tempos a esta parte, sente-se de forma não exteriorizada, um clima de desconfiança entre moradores, devido ao conluio existente entre os bandidos externos ao bairro e alguns residentes de Tsalala.
Edna Matola, disse durante a reunião que o seu filho foi vítima de assalto à mão armada na zona da linha-férrea, onde os bandidos em número de seis, lhe espancaram até perder os sentidos.
“Estamos a passar maus momentos devido à onda de criminalidade aqui no nosso bairro. A situação está cada vez péssima aqui em Tsalala e pedimos intervenção da Polícia de modo a devolver a tranquilidade ao nosso bairro”, disse Matola.
Matola referiu ter ainda na memória o terror vivido por si no dia em que seu filho foi assaltado e que quase perdia a vida, dada a gravidade dos ferimentos causados pelos bandidos.
Joaquim Matsinhe, também foi alvo de assalto na sua própria residência de onde os malfeitores roubaram diversos bens do uso domésticos com destaque para televisores, aparelhagem de som e peças de vestuário.
Disse ter participado o caso às autoridades policiais mas foi informado que o carro da Polícia não tinha combustível e que ele devia abastecer. “É inconcebível a Polícia cobrar combustível a uma pessoa que acaba de ser assaltada. Isso não pode ser. Pedimos ao Comandante para montar uma esquadra e dar combustível para os carros da Polícia trabalharem naturalmente”, disse Matsinhe.
Adélia Domingos considera que a criminalidade em Tsalala está a atingir níveis preocupantes. “A população deste bairro está em pânico. Temos muito medo de bandidos que actuam na zona”, referiu Domingos, para quem a tranquilidade em Tsalala passa necessariamente por um trabalho árduo e aturado das autoridades policiais.
João Nhamucho sublinhou que os bandidos actuam tranquilamente porque não há patrulha policial e nem há agentes de Policiamento Comunitário no bairro de Tsalala.
“Aqui não existe o Policiamento Comunitário e nem há patrulha policial. Estamos preocupados porque o crime tende a aumentar”, disse.
Entretanto, o secretário do bairro de Tsalala, Simione Timba, afirmou que para além de assaltos a residências e estabelecimentos, os casos de violação sexual tendem a ganhar espaço no bairro. Segundo ele, mulheres que regressam dos seus locais de trabalho a altas horas da noite são interpeladas e violadas sexualmente por malfeitores.
Timba disse que o desenvolvimento sócio económico só pode ser possível com o estabelecimento e manutenção da tranquilidade, ordem e segurança, desafio que se impõem a todos os cidadãos honestos.
O secretário indicou que neste momento o bairro funciona apenas com um sector policial composto por um único elemento, o que contribui para o elevando índice de criminalidade naquela zona.
A nossa fonte disse que o policiamento comunitário é inexistente devido a falta de apoio e acompanhamento e para inverter este cenário a estrutura do bairro tem promovido vários encontros para a criação do Conselho Comunitário de Segurança.
Refira-se que Tsalala tem cerca de 29 mil habitantes distribuídos em 187 quarteirões, com quatro escolas, sendo três do ensino primário e uma secundária, um centro de saúde e quatro mercados municipais.
Criminosos vivem nas nossas casas
A POPULAÇÃO do bairro de Tsalala deve colaborar com a PRM denunciando os bandidos de modo a acabar com a criminalidade que mancha aquela zona.
Segundo o Comandante Geral da PRM, Jorge Khálau, toda a população é chamada a trabalhar com a Polícia porque só assim é que se pode acabar com o índice de criminalidade que tende ganhar espaço em vários pontos do país.
“Os criminosos vivem nas nossas casas, nas nossas comunidades, daí que todos nós temos que denunciá-los para acabar com o crime violento que tende a subir de forma galopante . Todos nós temos que trabalhar de modo a devolver a paz e segurança ao nosso país”, disse Khálau, tendo acrescentado que tudo está a ser feito no sentido de reforçar medidas de punição aos criminosos.
Para o comandante Khálau, esses criminosos merecem punição severa porque raptam as pessoas, violam mulheres, roubam bens diversos, prejudicando em grande medida a população moçambicana.
Ele indicou que durante a quadra festiva, a Polícia vai trabalhar arduamente para garantir a segurança pública e deste modo propiciar um ambiente tranquilo para as festividades do Natal e de Fim de Ano.
Segundo o Comandante Geral, o combate ao crime passa por cada um cumprir a sua missão. “A luta para combater o crime deve partir de nós, das nossas casas, denunciando os criminosos”, disse.
“Os criminosos vivem nas nossas casas, nas nossas comunidades, daí que todos nós temos que denunciá-los para acabar com o crime violento que tende a subir de forma galopante . Todos nós temos que trabalhar de modo a devolver a paz e segurança ao nosso país”, disse Khálau, tendo acrescentado que tudo está a ser feito no sentido de reforçar medidas de punição aos criminosos.
Para o comandante Khálau, esses criminosos merecem punição severa porque raptam as pessoas, violam mulheres, roubam bens diversos, prejudicando em grande medida a população moçambicana.
Ele indicou que durante a quadra festiva, a Polícia vai trabalhar arduamente para garantir a segurança pública e deste modo propiciar um ambiente tranquilo para as festividades do Natal e de Fim de Ano.
Segundo o Comandante Geral, o combate ao crime passa por cada um cumprir a sua missão. “A luta para combater o crime deve partir de nós, das nossas casas, denunciando os criminosos”, disse.
Há combustível para carros da polícia
A Polícia tem combustível suficiente para abastecer as suas viaturas e garantir que o trabalho de proporcionar a ordem e tranquilidade pública seja efectiva. Estas declarações foram feitas por Jorge Khálau, reagindo às queixas da população que davam conta de que, quando vão participar os casos nas esquadras são informadas que não podem efectuar as buscas porque os carros não têm combustível.
Esclareceu, a este propósito que se isso aconteceu foi por negligência ou indisciplina dos agentes em serviço que não informaram os seus superiores para disponibilizar combustível.
“Nós temos combustível suficiente para abastecer os nossos carros e permitir que o trabalho decorra normalmente. Se foram informados que não havia combustível para abastecer os carros foi negligência dos agentes em serviço”, disse Khálau acrescentando que vezes há em que alguns agentes não querem fazer o trabalho e alegam a falta de combustível e isso deve acabar.
Ele prometeu mão dura para os agentes que não gostam de trabalhar e alegam a falta de meios. “É verdade que temos poucos meios, mas é possível fazer o trabalho naturalmente”, disse.
“Nós temos combustível suficiente para abastecer os nossos carros e permitir que o trabalho decorra normalmente. Se foram informados que não havia combustível para abastecer os carros foi negligência dos agentes em serviço”, disse Khálau acrescentando que vezes há em que alguns agentes não querem fazer o trabalho e alegam a falta de combustível e isso deve acabar.
Ele prometeu mão dura para os agentes que não gostam de trabalhar e alegam a falta de meios. “É verdade que temos poucos meios, mas é possível fazer o trabalho naturalmente”, disse.
Agentes corruptos expulsos da PRM
PELO menos dez agentes da Polícia foram expulsos da corporação, ao longo deste ano, por envolvimento em actos de corrupção, colaboração com os criminosos e por atitudes indecentes e inadmissíveis no seio da PRM.
A dado momento o orador prometeu que a Polícia continuará implacável contra os agentes corruptos e com comportamentos indecentes que mancham o bom-nome e o excelente trabalho desencadeado pela corporação.
“Não iremos perdoar esses agentes desonestos. Vamos continuar a expulsar todos aqueles que têm maus comportamentos e que mancham o bom-nome da PRM”, disse, para depois destacar que os agentes da Polícia devem ter um comportamento exemplar porque são autoridade.
Recordou que os agentes da PRM quando fazem algum trabalho para o cidadão, não devem cobrar valores monetários porque são pagos pelo Estado. “Os Polícias são proibidos de cobrar valores monetários aos cidadãos porque são pagos pelo Estado.” Continue lendo aqui.
“Não iremos perdoar esses agentes desonestos. Vamos continuar a expulsar todos aqueles que têm maus comportamentos e que mancham o bom-nome da PRM”, disse, para depois destacar que os agentes da Polícia devem ter um comportamento exemplar porque são autoridade.
Recordou que os agentes da PRM quando fazem algum trabalho para o cidadão, não devem cobrar valores monetários porque são pagos pelo Estado. “Os Polícias são proibidos de cobrar valores monetários aos cidadãos porque são pagos pelo Estado.” Continue lendo aqui.
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