segunda-feira, 18 de março de 2013

Khongolote: Criminalidade em alta

MORADORES do bairro de Khongolote, no município da Matola, na província do Maputo, queixam-se do elevado índice de criminalidade que nos últimos tempos tende a recrudescer, “ tirando sono” a milhares de cidadãos que ali residem.

O “Notícias” escalou na semana finda aquela zona residencial, onde constatou que os crimes mais frequentes são assaltos na via pública, violações sexuais de mulheres e roubos a residências.
Em contacto com os residentes, soubemos que tais crimes são protagonizados por indivíduos desconhecidos e com recurso a armas de fogo e instrumentos contundentes, como facas, chaves de fendas e catanas, que variadas vezes são usados para ameaçar as suas vítimas.
Segundo os nossos entrevistados, todas as ruas que dão acesso ao bairro de Khongolote com destaque para as ruas da Mafureira, Mulombela e de Drive in já registaram casos criminais como assassinatos.
Afirmaram ainda que na calada da noite, os bandidos escondem-se ao longo das vias à espera de cidadãos que regressam dos seus locais de trabalho ou escolas, de onde são ameaçados e despojados dos seus bens.
Eva Mavoco, residente em Khongolote, disse-nos que os assaltos são cada vez mais preocupantes porque mesmo em plena luz do dia, é normal os marginais entrarem numa casa e roubarem.
“A onda de criminalidade no nosso bairro aumentou e pedimos intervenção de quem de direito para estancar o problema. È normal em plena luz do dia, os bandidos arrombarem uma casa e roubarem”, desabafou Mavoco.
Por seu turno, Angelina Comé, também residente naquela zona, precisou que a acção dos criminosos piorou e que os moradores e os agentes da Polícia que patrulham o bairro não conseguem travar a acção dos malfeitores.
“Estamos a passar maus momentos por causa dos criminosos que actuam no nosso bairro. Há assaltos a residências, roubos de diversos bens, violações sexuais e ainda assassinatos”, queixou-se.
Eduardo Cunhane, igualmente morador de Khongolote, acrescentou que a resolução do problema de criminalidade que se faz sentir no seu bairro passa, necessariamente, por um trabalho árduo dos agentes da lei e ordem.
“Nós como população não temos muito a fazer de forma a combater a criminalidade nesta zona. Pedimos socorro porque estamos cansados”, disse Cunhane.

Bandidos reinam - afirma o secretário do bairro, Julião Sumbe


A acção dos malfeitores está a tomar conta de tudo e todos, em Khongolote, ao ponto de se afirmar que os bandidos estão a reinar. O ponto é que os malfeitores actuam tranquilamente porque na zona não há patrulhamento policial e nem agentes comunitários de segurança à altura de combater o crime.
Segundo o secretário do bairro, Julião Sumbe, a criminalidade na sua zona manifesta-se de diversas formas. Disse que há casos em que são encontrados corpos sem vida nas vias públicas e não sabem se as pessoas foram ou não assassinadas naquela zona residencial.
Sumbe afirmou, por exemplo, que nos finais do ano passado dois corpos sem vida foram encontrados no terreno da Igreja Presbitéria de Moçambique e não sabem se foram assassinados noutro bairro e depois atirados naquele local.
Outro corpo, por sinal de uma moradora do bairro, foi encontrado semana passada na zona de 1º de Maio e desconhecem-se as causas da sua morte.
“O que se sabe em relação a esta morte é que o seu corpo foi encontrado no quarteirão 52 e possivelmente tenha sido jogado de uma viatura durante à noite. As causas deste assassinato nós não sabemos”, informou Sumbe, acrescentado que a criminalidade no bairro de Khongholote, está a atingir proporções alarmantes, pedindo socorro às autoridades  de direito.
A mesma fonte informou-nos que para além de assassinatos na via pública e posteriormente abandono de corpos, há casos de roubo de viaturas que estão a crescer de forma galopante.
A título de exemplo, semana passada indivíduos desconhecidos e munidos de armas de fogo e instrumentos contundentes introduziram-se numa residência de onde roubaram uma viatura e puseram-se em fuga.
“As vezes pensamos que se trata de ajuste de contas a julgar pela forma como muitos crimes têm acontecido. Tentamos fazer a nossa parte com ajuda de agentes da Polícia mas não é fácil”, lamentou Sumbe.
A fonte indicou que no quarteirão 80, indivíduos desconhecidos, também armados e apetrechados de instrumentos contundentes, introduziram-se numa residência e roubaram uma viatura.
O secretário do bairro acrescentou disse que em Janeiro, a Polícia da República de Moçambique trabalhou arduamente ao ponto de desmantelar três esconderijos de criminosos onde encontraram diversos electrodomésticos com destaque para congeladores, geleiras, plasmas, fogões, aparelhagens sonoras e outros bens do uso doméstico. Continue lendo aqui

1 comentário:

  1. Segundo conversas que tenho ouvido o G20 k he compsto por cerca de 20 pessoas tem conexao (conivencia com a PRM, segundo relatos os individuos que assaltam residencias, violam sexualmente, roubam bens e valores e engomam e abusam suas vitimas sao prisioneiros que macumunados com os guardas policiais e de forma deliberada sao soltos na calada da noite vao aos desmansos e depois sao recolhidos a BO epode ter ligacoes politicas e um vinculo com eleicoes.Eu concordo com estas ilacoes como podem seria bem dificil formar um grupo de 20 pessoas porque a partida a divisao dos dividendos seria dificil ou impossivel mas para um pisioneiro mesmo que consiga cigarro depois de violar mulheres é OURO... Investiguem este pais ta mesmo no abismo nao tem dono!...

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