Francisco Júnior
Para fins relacionados com a chamada magia negra
MPUMALANGA — Chama-se Nakie Mabuza. Vive no Município de Nkomazi, na província sul-africana de Mpumalanga, na parte este do país.
Nakie Mabuza é curandeira, mas faz trabalhos cívicos como voluntária.
Ela afirma que, em Mpumalanga, há muita bandidagem. Bandidos que
traficam e matam pessoas.
Por favor, vocês de Moçambique, tenham
cuidado. Vocês que são levados por bandidos para cá...aqueles que vos
trazem para cá são bandidos. Vendem drogas e usam os vossos corpos.
Prometem que vão conseguir um bom casamento, enquanto é tudo mentira.
Por exemplo, as meninas são enganadas. Viajam em carros de luxo,
mostram-lhes muito dinheiro... randes, mas, quando chegam aqui, não têm
esse dinheiro. Por exemplo, são encarceradas e ficam todo tempo fechadas
dentro de uma casa e depois drogam-lhes e cortam partes do corpo. E os
outros são usados como trabalhadores nas farmas. Não recebem nada e mais
tarde mandam-nos embora.
Estas são palavras de Nakie Mabuza, uma médica tradicional que reside no
Município de Nkomazi, na província de Mpumalanga, na parte Este da
África do Sul, e que confirma a existência de tráfico e extracção de
órgãos ou partes do corpo humano, por parte de curandeiros, para fins
relacionados com a chamada magia negra.
E a Voz da América falou ainda com um alto oficial da Polícia sul-africana.
Um homem que faz parte da Unidade de Combate ao Crime Organizado e
coordena a equipa da polícia que tem como função lutar contra o tráfico
de seres humanos, em Mpumalanga.
Ele diz que a fronteira de Lebombo, que tem do outro lado o Posto de
Ressano Garcia, na província meridional moçambicana de Maputo, é a mais
complicada da África do Sul e que o problema do tráfico humano está a
dar muitas dores de cabeça.
David Mdaka a dizer que está muito preocupado porque o tráfico humano é
um crime que mata muitas pessoas, havendo necessidade tudo fazer para
ajudar as pessoas que estão ou possam estar em perigo.
Segundo o oficial da polícia, todo o estrangeiro deve ser bem tratado na África do Sul.
“Qualquer pessoa tem de sentir-se bem quando vem à África do Sul. Não
pode ser tratada como um escravo ou de outra forma qualquer”, disse
David Mdaka, pedindo às comunidades que denunciem, se souberem de alguém
que esteja envolvido no tráfico de seres humanos.
Voz da América
Sem comentários:
Enviar um comentário