Maputo (Canalmoz) – Enquanto os moçambicanos “entretêm-se”, discutindo os benefícios da exploração dos recursos pelos mega-projectos, os membros do partido no Poder, Frelimo, vão se distribuindo entre si as licenças de pesquisa, prospecção e exploração dos recursos naturais. Depois as licenças são especuladas para o grande capital internacional. Um trabalho levado a cado pelo Centro da Integridade Pública permite mostrar quem controla os recursos naturais moçambicanos.
“A venda destas licenças (da exploração dos recursos minerais) tornou-se num padrão de acumulação de riqueza fácil no seio da nomenclatura”, diz o Centro de Integridade Pública uma das poucas instituições moçambicanas que tem um departamento especializado em pesquisa sobre os negócios da nomenklatura. Os nomes dos detentores das licenças, sejam individuais ou institucionais estão disponíveis na página web do CIP onde se pode ver “milhões de hectares de terra tramitados a favor da elite política, sem o conhecimento das comunidades, em todos os distritos do país”.
O braço económico do partido Frelimo, a Holding SPI Gestão e Investimentos Limitada é uma das detentoras de licença de exploração dos recursos minerais. Os critérios usados para a atribuição das licenças não é de domínio público. Canalmoz
(Redacção)
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