quarta-feira, 3 de abril de 2013

Barracas promovem promiscuidade

SR. DIRECTOR!

Nos dias que correm o número de estabelecimentos comerciais, vulgo barracas, vem crescendo cada vez mais nos bairros periféricos da cidade de Maputo, associadas ao consumo de bebidas  alcoólicas, o que, de certa forma, vem promovendo promiscuidade causada pelo consumo do álcool.

Actualmente, é quase impossível não encontrar nos bairros  periféricos  um contentor, aliás, uma barraca, onde se vende álcool a todas as faixas etárias, ou melhor, para quem precisa, sem se observarem as regras elementares da ética e da moral. O que importa é gerar lucros, o que não é de criticar. Condenável é a forma como os consumidores comportam-se a ingestão de álcool: urinam de qualquer maneira e em qualquer sítio, nos muros, árvores e rodas de viaturas alheias (quando o dono reclama é mandado passear). Isso, muitas vezes, acontece, apesar de a escassos metros do local existirem locais apropriados para satisfazer necessidades fisiológicas. Enquanto isso, mulheres fazem danças eróticas sob olhar de qualquer um. As barracas transformaram-se em discotecas gratuitas, onde até há “shows” de “strip tease”.
Todas as sextas-feiras testemunho nos subúrbios adolescentes envolvendo-se em actos de indisciplina nas barracas localizadas nas bermas das estradas; quando passa um veículo, simulam estar a bloqueá-la de modo a intimidar o condutor e este imobilizar a sua viatura. Aí começam a dançar e a baloiçar  na viatura com o proprietário dentro da mesma sem nada poder fazer sob risco de ser agredido.
Para além de dançarem, atiram garrafas contra o vidro e, de seguida, escondem-se entre amigos para distrair a atenção do condutor, isto é, para não reconhecer o autor da indisciplina. Nesta óptica, os donos das barracas são, por um lado, cúmplices, na medida em que continuam vendendo álcool a menores, quando a lei proíbe, pois são esses adolescentes que posteriormente cometem desmandos e, por serem menores, ficam impunes e quem sai a “chupar” é o condutor que lhe foi partido o vidro do carro.
Durkheim, sociólogo clássico citado por Hermano Carmo, Phd Ciências de Educação, afirma que "a anomia é um conceito dado à ausência de normas que redundam na quebra das regras". Nesta óptica, a questão da promiscuidade nas barracas reflecte a quebra das regras, o que desestrutura os moldes decentes da convivência social; é o fundamento do desvio do comportamento social, oposto ao comportamento aceitável. Notícias
 
  • Mateus Licusse

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