Nos dias que correm o número de estabelecimentos comerciais, vulgo barracas, vem crescendo cada vez mais nos bairros periféricos da cidade de Maputo, associadas ao consumo de bebidas alcoólicas, o que, de certa forma, vem promovendo promiscuidade causada pelo consumo do álcool.
Actualmente, é
quase impossível não encontrar nos bairros periféricos um contentor,
aliás, uma barraca, onde se vende álcool a todas as faixas etárias, ou
melhor, para quem precisa, sem se observarem as regras elementares da
ética e da moral. O que importa é gerar lucros, o que não é de criticar.
Condenável é a forma como os consumidores comportam-se a ingestão de
álcool: urinam de qualquer maneira e em qualquer sítio, nos muros,
árvores e rodas de viaturas alheias (quando o dono reclama é mandado
passear). Isso, muitas vezes, acontece, apesar de a escassos metros do
local existirem locais apropriados para satisfazer necessidades
fisiológicas. Enquanto isso, mulheres fazem danças eróticas sob olhar de
qualquer um. As barracas transformaram-se em discotecas gratuitas, onde
até há “shows” de “strip tease”.
Todas as sextas-feiras
testemunho nos subúrbios adolescentes envolvendo-se em actos de
indisciplina nas barracas localizadas nas bermas das estradas; quando
passa um veículo, simulam estar a bloqueá-la de modo a intimidar o
condutor e este imobilizar a sua viatura. Aí começam a dançar e a
baloiçar na viatura com o proprietário dentro da mesma sem nada poder
fazer sob risco de ser agredido.
Para além de dançarem, atiram
garrafas contra o vidro e, de seguida, escondem-se entre amigos para
distrair a atenção do condutor, isto é, para não reconhecer o autor da
indisciplina. Nesta óptica, os donos das barracas são, por um lado,
cúmplices, na medida em que continuam vendendo álcool a menores, quando a
lei proíbe, pois são esses adolescentes que posteriormente cometem
desmandos e, por serem menores, ficam impunes e quem sai a “chupar” é o
condutor que lhe foi partido o vidro do carro.
Durkheim, sociólogo clássico citado por Hermano Carmo, Phd Ciências de Educação, afirma que "a anomia é um conceito dado à ausência de normas que redundam na quebra das regras".
Nesta óptica, a questão da promiscuidade nas barracas reflecte a quebra
das regras, o que desestrutura os moldes decentes da convivência
social; é o fundamento do desvio do comportamento social, oposto ao
comportamento aceitável. Notícias
- Mateus Licusse
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