Por mesmo motivo, apontou que algumas pessoas começaram a refugiar-se no mato sobretudo na calada da noite, renovando a esperança que melhores dias virão, particularmente com o anunciado diálogo entre os dois beligerantes.
"É melhor que ele, Dhlakama, saia mesmo daqui, porque aqui ele não está fazer nenhuma política senão acções militares"- denunciou.
Tal perturbação da ordem e tranquilidade pública, conforme precisou a nossa fonte, é caracterizada na zona de Mucodza que dista aproximadamente 10 quilómetros da vila da Gorongosa pelo facto de os homens armados da Renamo supostamente interferirem directamente na incitação da população para não pagamento do Imposto de Reconstrução Nacional.
Também o governante indicia antigos guerrilheiros da "perdiz" como estando a exigir retirada de bandeiras da Frelimo, perseguindo até membros desta formação política no poder no país.
Para as escolas de Vunduzi e Mapanga-Panga revelou que os professores e alunos andam aterrorizados e não se sentem sossegados, perturbando assim instituições do Estado.
Prosseguiu dizendo que, num passado recente, todos os dirigentes incluindo simples transeuntes eram revistados quando ousassem penetrar na área controlada pela Renamo nas matas da Gorongosa rodeada pela comunidade.
"Ora, quando Dhlakama afirma que ele é melhor democrata do mundo não é verdade, pois nenhum país admitiria que tudo isso acontecesse com grupos armados paralelos. Por isso, ele não se pode orgulhar desta maneira, porque tudo que o Governo faz está enquadrado na tolerância"-censurou.
Se, efectivamente ele estivesse a realizar actividades políticas em Gorongosa, para o administrador daquele ponto do país, ninguém ficaria assustado.
Para a população que está em volta do quartel-general da Renamo, em Satungira, "não pode ausentar-se ou receber hóspedes sem autorização ou apresentação".
Como se não bastasse, a nossa fonte sustentou que os homens armados da Renamo até mostram facas ao chefe do posto administrativo de Vunduzi, Viola Diniz Caravina.
"Muita gente de Gorongosa está receosa e nem vai às machambas à vontade, mas em contrapartida, o líder da Renamo afirma que se fixou neste distrito porque esta população lhe estima bastante e são amigos. Pura mentira e cara sem vergonha"- desabafou Majacunene.
Num outro desenvolvimento, o nosso interlocutor apontou que desde que o Dhlakama fixou residência em Gorongosa nunca foi passear na vila daquele distrito, senão o seu secretário-geral, Manuel Bissopo, para o reforço da sua logística.
"Ele apenas vai ao mercado informal nas imediações de Satungira para, pessoalmente, comprar repolho"- disse.
Acima de tudo, manifestou o desejo da sua retirada imediata para outro ponto deste vasto Moçambique, "porque a população de Gorongosa está a viver intimidada".
Majacunene refutou informações segundo as quais o presidente da Renamo está cercado pela FIR em Satungira, acrescentando, porém, que se alguém está a treinar e armar pessoas, então, nenhum Governo soberano permitiria que acontecesse este tipo de atitude.
Mesmo assim, afianço-nos que nunca houve qualquer atrito entre os homens armados da Renamo e a força de segurança do Estado moçambicano também reforçada em Gorongosa pelo simples facto da observância do espírito de tolerância no seio do Governo.
Por este motivo, concluiu a nossa fonte que qualquer desentendimento se resolve pacificamente, razão pela qual, hoje, o distrito de Gorongosa está saudável com comida à fartura.
Renamo ofusca PNG
O GESTOR do Projecto de Desenvolvimento da Serra da Gorongosa integrada no Parque Nacional do mesmo nome, Alois Daxerbager, procurou o "Noticias" para, entre outras coisas, dizer que a presença do líder da Renamo na região afecta negativamente as actividades do seu sector turístico, particularmente em cerca de 700 metros nas encostas daquela montanha.
O problema de fundo, conforme nos explicou, é que com o regresso da liderança da Renamo à Satungira, a população viu-se aliviada na concretização do projectado de reassentamento com a anexação de algumas zonas para a expansão daquela estância turística.
Como medida de vingança, soubemos junto da nossa fonte que o projecto da preservação ambiental está em causa na região, onde inclusivamente a comunidade optou no ano passado por vias de desmando ao queimar o acampamento de fiscais florestais e destruído viveiros para reflorestamento.
"Mas as nossas actividades visam apoiar as comunidades na conservação da natureza no reflorestamento para a vegetação, o que criou um ambiente de mal-estar na sociedade, alegando que a Serra da Gorongosa foi vendida aos estrangeiros"- lamentou.
Na versão da nossa fonte, quando a Renamo entrou em Satungira a população revoltada vibrou até queimar palhotas dos fiscais e destruído o viveiro.
Também disse que os revoltosos ameaçaram queimar qualquer viatura do projecto que se fizer presente ao terreno sobretudo em Massala e Vunduzi, sendo que em Nhanguku e Kanda não há qualquer inquietação digna de realce na prática de projectos turísticos.
"Isto tudo foi incentivado com a chegada da Renamo, onde em cada 100 metros temos homens armados, pois no cume da montanha vive população que não sabe ler nem escrever que é consequentemente aproveitada desta triste situação"-precisou.
Para já, a nossa fonte aplaudiu o anúncio de diálogo entre o Governo e a Renamo para a manutenção da paz no país como melhor solução, concluindo que "Moçambique caminha para o desenvolvimento inquestionável". Continue lendo aqui.
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