terça-feira, 11 de junho de 2013

Estrangeiros roubam empregos aos nacionais

SR. DIRECTOR!

No dia 30 de Maio de 2013, na coluna “Breves”, este jornal fez-nos saber que o Ministério do Trabalho, através da Inspecção do Trabalho da Cidade de Maputo, das muitas e similares suspensões de estrangeiros ilegais, desta vez suspendeu vários cidadãos estrangeiros, contrariando o que vinha acontecendo em que era mais notória a suspensão de trabalhadores bengalis, paquistaneses, indianos e portugueses.


Desta vez até abrangeu os do 1.º Mundo, onde reinam os famosos governos sociais e campeões de democracia, como é o caso de uma alemã, um francês e dois norte-americanos. Da minha parte vai um vigorosíssimo aplauso à Ministra do Trabalho, Helena Taipo, e à Inspecção do Trabalho, pois, como sabeis, podem retaliar com ameaças de cortes a ajudas e investimento, o que me faz recordar um empresário de sucesso que ao receber inspecções do trabalho e das finanças ameaçava-os que estava farto e que iria fechar a dita empresa, mas aconteceu o inverso. Ele foi-se fechar no Dubai.
Os estrangeiros, antes de lhes serem concedidos contratos de trabalho e DIRES, muitos dos quais comprados e forjados (pois os informatizados devem ajudar dado que em tempos os mesmos até eram feitos na Índia e Paquistão, incluindo carimbos), devem provar perante a Migração e o Ministério do Trabalho que conhecem a Constituição da República, a Lei do Trabalho e demais leis no país. Revolta-me o facto de anti-patriotas e anti-moçambicanos, com a capa de advogados ou com escritórios de advocacia, a troco de dinheiro, prejudicam nacionais. Em conversas informais dizem de boca cheia que mesmo vendo e concordando com o que um nacional tenha feito tudo fazem para contornar as leis, prejudicando-os. Quantos nacionais não perderam as suas casas a favor de retornados portugueses, em outros casos aconselhando mal os seus clientes de forma a perpetuar a sua ligação processual e remuneratória?
Desta vez a Inspecção do Trabalho suspendeu dois libaneses (na RDC no tempo de Kabila-pai, envolveram-se em muitos males) afectos a empresa Beleza Dourada, nomeadamente, um sul-africano da Picadily Fashion, um alemão e um francês da “Médicos Sem Fronteiras”, sendo que na Global Comunication Health três estrangeiros foram suspensos, sendo uma zimbabweana e dois norte-americanos. E, por último, na Sanana School uma professora filipina a ocupar o lugar dos muitos professores nacionais à deriva também foi suspensa.
O nosso país realmente é super-abusado por estes forasteiros apátridas, pois estão roubando emprego a moçambicanos da forma mais descarada, fugindo e resolvendo a pobreza dos seus países de origem. Antes de chegarem a Moçambique dormiam nas ruas e nós ficámos calados, pois, em meu entender, nada justifica que perfazendo 38 anos de independência ainda tenhamos empregados de balcão, motoristas, vigilantes, conferentes, caixas, chefes disto e daquilo numa manobra de ludibriar a Migração e o Ministério do Trabalho. Minguados e esqueléticos, chegados ao nosso país em pouco tempo já bochechudos, vestem-se decentemente, casam-se, começam a construir as suas casas na origem a partir daqui e o mais caricato é fazer o trabalho ao alcance do moçambicano que previamente o ensina.
Ministério do Trabalho: por favor, reveja estas situações o mais urgente possível, pois os estrangeiros para trabalhar no nosso país, ocupando o lugar que os nacionais, deviam ocupar usam inúmeras artimanhas entre elas o de entrar com o visto de turismo. No contrato de trabalho indicam uma função ou cargo diferente do que exercem. Os sindicatos têm conhecimento, mas um envelopezinho contorna.
Por exemplo, no DIRE e contrato de trabalho pode estar sócio-gerente quando na realidade é conferente ou balconista, etc.
Vou pedir uma audiência à ministra Helena Taipo e ao inspector Joaquim Siúta para lhes refrescar a memória e debatermos esta situação e corrigi-la e, consequentemente, mais moçambicanos poderão ter emprego. Isso vai aumentar a nossa auto-estima e confiança para com o nosso Governo e combateremos a nossa pobreza e não a dos forasteiros.
Não estou nem estarei contra estrangeiros, mas haja respeito e defesa do cidadão nacional. Admitindo que haja estrangeiros a ocuparem lugares em profissões e tarefas em que haja insuficiência de nacionais, conforme emana a Lei do Trabalho, tais como médicos, engenheiros de diversas áreas e não o que vemos no nosso dia-a-dia.
Moçambicanos do Rovuma ao Maputo, não tenham medo de denunciar. Façam-no directamente à Ministra do Trabalho, Helena Taipo, ao Procurador-geral da República, Dr. Augusto Paulino. Em caso de corrupção façam-no directamente à Dr.ª Ana Maria Gemo, chefe do Gabinete de Combate à Corrupção; à Comissão de Petições da Assembleia da República e, em último caso, ao Presidente da República. Notícias

A LUTA CONTINUA!

  • MUSSA OSSEMAN

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