quinta-feira, 11 de julho de 2013

Os motivos dos ataques a Guebuza (fim)

Ora, nesta teia de dinheiros, os que nós pensamos imediatamente que são os que ficaram prejudicados, podem o não ser; há na verdade, como antes dissemos, uma grande rede que se beneficiava destes dinheiros e que hoje, privada dele, pode muito bem engrossar o grupo dos interessados em  assassinar não apenas  o carácter, como o perfil político, de quem eles acham que foi quem mais os prejudicou: o Presidente.
Ora, a conclusão a que chegamos é que estas mudanças de paradigmas e perspectivas de governação, ainda que positivas, como se verifica, porquanto a vida no distrito nunca mais será a mesma, constituem um desafio ao que o editorial do “Domingo” chamou de “statu”, porquanto subvertem por completo as praxes, assombram e arruínam as expectativas dos grupos que se consideram preferenciais no acesso ao poder e riquezas, criam novas formas de ser e estar. Não é, pois, estranho que Guebuza seja amado nas zonas rurais, seja idolotrado, isto porque empoderou a quem nunca se pensava empoderar, agiu como um verdadeiro banqueiro do povo e ainda que os “sete milhões” (actualmente dez milhões) não sejam ainda felizes na vertente dos reembolsos, eles, já estão a fazer o seu serviço social, criando novas hospedarias onde antes inexistiam, um comércio intenso nos distritos e localidades, dinamizando a vida no campo, onde verifica-se a transição de rádio para televisão, de bicicleta para motorizada, de casa precária para uma com recurso ao bloco queimado e cobertura de chapas de zinco, variação da dieta alimentar, e ontem quando os pedidos feitos ao Presidente em presidências abertas e inclusivas eram referentes aos hospitais, escolas, hoje, pede-se morgues e carros funerários, sinal de que já se atacou o básico. O mais interessante, é a resposta a este pedido dada pelo Presidente quando diz: o Governo alocou um fundo para infra-estruturas, cabendo a vocês mesmos (em referência à população que pede), através dos vossos conselhos consultivos, decidir no caso de a morgue e carro funerário serem prioridades, usar o fundo para adquirir estes bens. Nada melhor que “soluções locais para problemas locais”, apregoam os entendidos.
Fica claro, que esta é uma forma de dizer que cabe ao povo definir as suas prioridades e decidir sobre as mesmas é uma outra forma de dizer que vocês é que governam. E também aqui, reside o maior mal do Guebuza: devolver ao povo o seu verdadeiro poder quando este, foi sempre reclamado e exercido por uma minoria que sempre cercou os presidentes de Moçambique e os  impedia de ter acesso ao seu povo e resolver as suas preocupações; é esta minoria que se insurge, porque sente a cada dia que perde o seu espaço, a favor do povo. Portanto, Guebuza tem sim alguns inimigos interessados em o enfraquecer porque sabem que está forte e nada melhor do que iniciar uma guerrilha psicológica com epicentro na cidade, tendo como principal auxiliar os jornais ditos independentes que a cada dia que passa arremessam todo o tipo de matéria virulenta - não interessando se se trata de verdade ou da mais deslavada mentira - desde que prejudique Guebuza. Diário de Moçambique

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