João Manuel Rocha
Líder do principal partido da oposição disse que recorrerá à lei para contestar resultados das eleições de quarta-feira.
O líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), Afonso
Dhlakama, disse que vai contestar as eleições gerais de quarta-feira,
que considera “injustas” e marcadas por fraudes, mas promete que “não
haverá mais guerra”.
“Posso garantir que não haverá mais guerra em
Moçambique”, disse, à Reuters, o líder do principal partido da oposição,
antiga guerrilha.
Dhlakama, a quem o escrutínio provisório
atribui o segundo lugar nas presidenciais, disse também que “as pessoas
precisam entender que as eleições não foram livres, justas e
transparentes”.
O líder da oposição acrescentou que o seu partido
recorrerá à lei eleitoral para contestar as eleições. A contagem ainda
muito preliminar dos votos – e projecções divulgadas por entidades da
sociedade civil moçambicana – apontam para uma vitória do partido no
poder, a Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), com maioria
absoluta, e do seu candidato presidencial, Filipe Nyusi, à primeira
volta.
Na quinta-feira, queixando-se de irregularidades no
processo eleitoral, o porta-voz da Renamo, António Muchanga, disse que o
partido não aceita o resultado das eleições e reivindicou o triunfo.
“Pelos dados recolhidos no terreno podemos afirmar categoricamente que
vencemos as eleições, mas atenção, para a Renamo não é uma questão de
vencer, é sim uma questão de justeza e transparência", disse. Público
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