sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Dhlakama promete que “não haverá mais guerra” em Moçambique

João Manuel Rocha
 
Líder do principal partido da oposição disse que recorrerá à lei para contestar resultados das eleições de quarta-feira.
 
O líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), Afonso Dhlakama, disse que vai contestar as eleições gerais de quarta-feira, que considera “injustas” e marcadas por fraudes, mas promete que “não haverá mais guerra”.
“Posso garantir que não haverá mais guerra em Moçambique”, disse, à Reuters, o líder do principal partido da oposição, antiga guerrilha.
Dhlakama, a quem o escrutínio provisório atribui o segundo lugar nas presidenciais, disse também que “as pessoas precisam entender que as eleições não foram livres, justas e transparentes”.
O líder da oposição acrescentou que o seu partido recorrerá à lei eleitoral para contestar as eleições. A contagem ainda muito preliminar dos votos – e projecções divulgadas por entidades da sociedade civil moçambicana – apontam para uma vitória do partido no poder, a Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), com maioria absoluta, e do seu candidato presidencial, Filipe Nyusi, à primeira volta.
Na quinta-feira, queixando-se de irregularidades no processo eleitoral, o porta-voz da Renamo, António Muchanga, disse que o partido não aceita o resultado das eleições e reivindicou o triunfo. “Pelos dados recolhidos no terreno podemos afirmar categoricamente que vencemos as eleições, mas atenção, para a Renamo não é uma questão de vencer, é sim uma questão de justeza e transparência", disse. Público

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