Mais manifestações convocadas para o fim de semana. Aumentam acusações contra governadora
O anúncio de uma manifestação em Cabinda no próximo sábado, 14, está a
aumentar a tensão no território e a causar apreensão ao mais alto nível
do Governo angolano
Uma delegação da casa militar da Presidência da República, chefiada
pelo general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, chegou hoje, 12, a Cabinda
ao mesmo tempo que mais elementos da sociedade civil anunciavam a sua
intenção de se manifestarem contra as autoridades.
Depois da activistas terem convocado uma manifestação para protestar
contra o que dizem ser violação dos direitos humanos e a má governação,
um grupo de mulheres e de taxistas promete realizar uma marcha para
protestar contra o que consider de concorrência desleal da governadora
que colocou no mercado uma enorme quantidade de táxis e de estar
alegadamente por detrás das restrições das mulheres no acesso às lavras.
Embora essas duas marchas não tenham sido divulgadas a nível da
imprensa, a informação ganhou força com a entrada em cena das forças de
defesa e segurança.
Alguns membros do Governo local estão a ser alvos de acusações e
outros tantos começaram a ser investigados por alegadamente estarem por
detrás destas manifestações já que algumas mulheres serem alegadamente
militantes do MPLA.
A agitação surge numa altura em que prosseguem os trabalhos das
comissões de inquérito da Presidência da República e do Bureau Político
do MPLA que investigam várias situações de desvios de fundos e má
gestão na governação do enclave de Cabinda.
Em documentos e cartas endereçadas ao Presidente da República José
Eduardo dos Santos, grupos de cidadãos naturais de Cabinda criticaram
com efeito a má gestão da governadora Aldina Matilde da Lomba Catembo.
A mais recente acusação veio do secretariado da Unita em Cabinda que
acusou a governadora de estar a enriquecer-se com fundos públicos e de
criar uma elite de governação composta por membros de sua família.
Essas situações aliadas aos impedimentos e restrições que as
camponesas têm sido vitimas no acesso às lavras fizeram levantar uma
onda de protesto que desencadearam na convocação da manifestação
liderada pela juventude da ex-associação cívica de Cabinda Mpalabanda. Voz da América
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