MOÇAMBIQUE é um país que tem como um dos maiores desafios da governação o combate a pobreza e os índices de desenvolvimento humano anuais tem colocado a nu os desafios causados por este flagelo chamado pobreza.
Desta forma o redobrar de esforços deve ser encarado com mais seriedade. Na luta contra a pobreza a Educação joga um papel fundamental, aliás, Samora Machel teria celebrizado a frase: “a escola é um local da formação do Homem novo”,porque só um indivíduo instruído é que tem melhores oportunidades de fazer melhor face a este mal e, de acordo com vários conhecimentos adquiridos, pode apresentar alternativas que contribuem para o crescimento da nação.
Com base no argumento acima exposto, o Governo tem envidado esforços neste sentido: a construção de mais escolas, a abertura de mais instituições do Ensino Superior no âmbito da sua massificação e tem sido algumas das medidas do Executivo. A formação de mais professores e a aposta no Ensino Técnico-Profissional são também medidas que tem sido adoptadas pelo Governo. Contudo para que estas iniciativas tragam loiros é necessário que o aluno/estudante, que actualmente é centro do ensino, faça o seu papel que é de empenhar-se em adquirir ou produzir junto dos professores (hoje vistos como facilitadores neste processo) o conhecimento que possa tirar o país da situação em que se encontra. O que acontece nos dias de hoje é que este aluno/estudante tem adoptado métodos nada pedagógicos neste processo, como se o mais importante fosse o somar classes ou níveis de modo a terminar o processo e ser empregável sem se importar com a aquisição de conhecimentos que se devia obter no fim do processo.
O estudante dos nossos dias está apenas preocupado em somar classes/níveis académicos de forma a entrar no mercado de emprego, para os não empregados, e subir de nível salarial para os estudantes trabalhadores, e para tal tem sido recorrente o uso da fraude académica nas avaliações. Quero eu acreditar que a fraude académica sempre existiu neste processo, mas o que mais chama atenção é que diferentemente do passado tornou-se incomum numa sala de aulas encontrar estudantes que não recorrem a tais métodos para a materialização dos seus objectivos. Nem com a medida do Governo de proibir o uso de telemóveis na sala de aulas consegue-se estancar essa “enfermidade”, muito pelo contrário, no Ensino Secundário para as avaliações provinciais 1050Mt (mil e cinquenta meticais) é o valor para se ter todas as respostas antes da realização dos testes e o “whatsap” é a via usada para tal fraude; no Ensino Superior a minimização dos textos de apoio em telemóveis é a prática dominante. Como resultado destas práticas a qualidade do ensino vai baixando consideravelmente o que mina os objectivos de desenvolvimento pretendidos para a nação. O futuro do debate social fica em perigo, porque temos estudantes que terminam suas formações com pouco ou nenhum conhecimento das matérias leccionadas, são estudantes sem nenhuma capacidade de análise sobre diversas matérias que assolam a sociedade e pior ainda não conseguem acompanhar o que acontece no país, cultura geral muito pobre no que se refere aos conhecimentos básicos, ou seja, não conseguem enxergar um palmo a sua frente, no entanto é com esses quadros que o país conta para o futuro. É caso para dizer que o futuro da nação está comprometido pela fraude académica e que todos reflictamos e se faça um debate profundo sobre o actual estado da Educação, sob o risco de afundarmos cada vez mais a Pérola do Índico.
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Benson Banze
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