segunda-feira, 10 de agosto de 2015

FALSOS COMBATENTES: O negócio acabou!

O USUFRUTO de pensões por falsos veteranos da luta de libertação nacional e/ou combatentes pela soberania e democracia é um negócio encerrado. O Ministério dos Combatentes (MICO) está, neste momento, a realizar um trabalho visando desmascarar e levar à barra da justiça todos os que estão envolvidos neste tipo de burla ao Estado e garante que até Dezembro estará concluído o processo de fixação de pensões à escala nacional.
O ministro de tutela, Eusébio Lambo, que revelou o facto sábado em Balama, Cabo Delgado, no âmbito da visita de trabalho que efectuou a esta província, sublinhou que a instituição que dirige não vai tolerar, no presente ciclo de governação e no âmbito das suas atribuições e competências, a existência de falsos combatentes da luta de libertação nacional, da soberania e da democracia que se beneficiam ilegalmente de pensões pagas pelos fundos do Estado.
Lambo afirmou que a instituição que dirige recebeu do Presidente da República a chave para, até Dezembro próximo, eliminar situações irregulares de pagamento de pensões e de reclamações ou queixas dos legítimos beneficiários sobre a morosidade que se regista na sua fixação.
 É que, segundo o titular do pelouro dos Combatentes, estão neste momento a beneficiar de pensões, nas suas diferentes categorias, pessoas com patentes inventadas e que nem sequer sabem dizer o nome da base ou companhia militar a que pertenceram e muito menos do respectivo comandante. “São pessoas que nem conhecem a matéria militar. Estamos a levar 29 anos a tratar do problema de pensões. Donde vem esse negócio que leva 29 anos? É um negócio que não acaba, porque se acabar essas pessoas ficam no desemprego. Estamos a encontrar camaradas que testemunham a favor de indivíduos que não são militares para beneficiarem de pensão. Treinam esses indivíduos para decorar dia e noite quem foram os seus comandantes”, disse, apelando aos combatentes e desmobilizados de guerra presentes no encontro que dirigiu em Balama a sensibilizarem esses ilegais a devolverem os cartões de que são portadores antes que sejam levados à justiça.
 Acrescentou que tal como na luta de libertação nacional em que a palavra de ordem era unidade, trabalho e vigilância, os combatentes devem ter hoje a suficiente coragem de denunciar essas manobras e práticas ilegais que minam a integridade do Estado moçambicano.
Eusébio Lambo revelou, na ocasião, que equipas multissectoriais integrando técnicos dos ministérios dos Combatentes, Defesa e Economia e Finanças deverão deslocar-se brevemente às províncias e distritos para se ocuparem das questões relativas às pensões dos combatentes da luta de libertação nacional e desmobilizados de guerra para que até Dezembro próximo seja concluído o processo da sua fixação.
“Devemos começar uma nova fase. Vamos conseguir conclui-la este ano. Muitos duvidam, mas eu garanto-vos que vamos conseguir. Vocês conhecem os falsos combatentes existentes nas vossas aldeias. As queixas e reclamações de pensões devem acabar”, afirmou.
Entretanto, já no distrito de Mueda, o Ministro dos Combatentes procedeu à entrega formal de sete projectos financiados pelo Fundo da Paz e Reconciliação, criado pelo Governo para apoiar iniciativas de geração de renda dos veterenos da luta de libertação nacional e combatentes da luta pela defesa da soberania e democracia. Pormenores desta matéria, na página 6 da presente edição. Notícias

FELISBERTO ARNAÇA

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