sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Um olhar sobre os doentes mentais

DOENTES mentais têm sido vistos a deambular pelas artérias da cidade de Maputo e não só. Outros têm sido vistos nas proximidades do Hospital Psiquiátrico do Infulene a pedir alguma coisa aos transeuntes. Outros ainda permanecem nas suas residências sob custódia pelo facto de seus parentes julgarem que são agressivos e, deste modo, constituírem perigo para a sociedade.
Mas, a verdade é que as famílias sofrem quando seu parente tem perturbações psicológicas não só pelo facto de estarem doentes, como também pela pressão exercida pela sociedade, daí que provavelmente o lugar ideal seria o seu internamento numa unidade sanitária.
Contudo, já foram reportadas situações de doentes mentais que viviam acorrentados ou numa espécie de prisão domiciliária como acontece com alguns portadores de deficiência, algo que mexeu com várias sensibilidades, uns a defenderem que a família devia ser responsabilizada pelo facto de não permitir a liberdade de seu familiar, e outros são favoráveis a esta atitude uma vez que num passado não muito distante um doente mental chegou a fazer vítima mortal, daí que se teme pelos seus actos, de modo particular quando as pessoas são agressivas.
Perante esta situação, as famílias é que sofrem pois já nem sabem onde buscar refúgio. De facto, tenho conhecimento de que o Hospital Psiquiátrico de Infulene é o local ideal para o tratamento de perturbações mentais mas, provavelmente as pessoas desconhecem a eficácia do tratamento porque, tratando-se de africanos, a primeira hipótese é de recorrer à medicina tradicional.
Porém, com o aumento do consumo excessivo de álcool, drogas, etc., julgo que as perturbações mentais também se avolumam. Sendo assim, é preciso que as unidades sanitárias estejam preparadas para lidar com estas situações porque actualmente me parece que o número de doentes mentais a deambularem pelas artérias da cidade tende a aumentar, daí que se questiona o que as estruturas competentes estão a fazer para inverter este cenário.
Sou de opinião de que se deve recolher os doentes mentais que deambulam pelas artérias, alguns dos quais a orientarem o tráfego porque não é justo que continuem nesses locais. Estes doentes mentais são filhos, amigos, parentes, vizinhos que por várias razões tem perturbações psicológicas que os levam à rua.
Por favor, vamos proteger esta camada social. Notícias

Ernesto Gabriel

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