sexta-feira, 4 de setembro de 2015

EL DORADO dos portugueses em Angola chegou ao fim

Tal como nós em Moçambique e face à grave crise vivida em Portugal, os portugueses encontraram na imigração a salvação do desemprego e no desespero a que se encontravam votados sendo Angola e Moçambique um dos destinos em busca de emprego que não o encontravam em Portugal e agravado com corte nas pensões (por isso se encontram entre nós cidadãos portugueses da terceira idade), encerramento de hospitais, tribunais, crise na saúde com a redução da despesa no ramo, entre outros. A situação em Angola face à queda do preço de petróleo levou a que o Governo que sempre esteve virado à indústria petrolífera maior geradora da riqueza viu-se na contingência de diversificar a economia que até então o petróleo era o maior gerador de divisas.
O correspondente da RTP em Luanda num directo dava a conhecer as enormes dificuldades por que passavam os cidadãos lusos a trabalhar na terra de Agostinho Neto, pois foi notório por parte de alguns entrevistados queixavam-se que algumas empresas portuguesas não pagavam salários a quatro meses, salários que as empresas pagavam em Portugal, outros que tivessem os seus vencimentos pagos atempadamente estes eram na moeda local o KWANZA e não conseguiam transferir para Portugal em Euros.
Os entrevistados mostravam-se agastados com a situação pois com salários em atraso e sem se vislumbrar solução e os familiares a aguardar as remessas só podiam regressar a Portugal uns por iniciativa própria outros despedidos pelas empresas.
O correspondente da RTP, Paulo Catarro, na ocasião reconheceu que o EL DORADO que os portugueses haviam descoberto em Angola chegou ao fim e no mesmo directo um alto dirigente governamental esclareceu que o Governo vai reduzir as importações para incentivar o consumo nacional e assim reduzir a saída de divisas, sendo no que toca à mão-de-obra estrangeira particularmente portugueses, o Governo só e só vai permitir a entrada de pessoas que vão CRIAR EMPREGO e não pessoas que viagem para Angola para ser empregados.
Cá entre nós é tempo de resgatar a experiência angolana revendo a nossa situação e recebermos estrangeiros que venham criar emprego e NÃO os que vêm à procura de emprego, pois temos muitos nacionais à procura de emprego, situação que nos envergonha, pois muitos interceptados e perante as câmaras afirmam vir a Moçambique em busca de emprego e que emprego o que está ao alcance dos nacionais, empregados de balcão, gerentes de lojas, conferentes, fiscais à porta dos armazéns e lojas, facturadores, vigilantes, entre outros.
Me questiono e me envergonho pela falta de patriotismo ao assistirmos no dia-a-dia estes apátridas que estão em empregos que deviam ser ocupados por moçambicanos e muitas vezes mesmo com denúncias ao Ministério do Trabalho a situação mantém-se por longos e longos anos e nesses longos anos a todo o custo obtêm a nacionalidade moçambicana por meios pouco claros e até tornam-se hostis ao nosso Estado por isso têm uma grande responsabilidade a Migração, a Direcção de Identificação Civil e o Ministério do Trabalho Emprego e Segurança Social.
Como esses apátridas enganam os funcionários dessas instituições? Os funcionários fazem deliberadamente vista grossa ou algo mais? Como é que não conseguem decifrar as artimanhas e até falsificações de toda índole, por exemplo no contrato de trabalho, profissões que não têm nada a ver com o que estão a fazer, é tempo de acabar com o EL DORADO moçambicano pois este deve pertencer aos MOÇAMBICANOS, pois estes constroem a sua vida aqui na terra e os apátridas os seus ganhos não são investidos no país mas enviados às suas origens e lá solucionar as suas dificuldades e suas pobrezas aos seus familiares dependentes.
Entrestecido com o recrudescimento do crime quase que semanal em Portugal, pois tomou proporções alarmantes em que cidadãos assassinam esposas e filhos de tenra idade, o mais recente em que foram assassinados três pessoas duas das quais membros das forças de defesa e segurança cujo móbil da tragédia é um CÃO.
O povo irmão de Portugal aliado natural do povo moçambicano na luta contra o fascismo e pela libertação de Moçambique tem enfrentado muitos problemas que, aliado às imposições da “troika” podemos testemunhar arrepiantes dramas de portugueses que, além de emigrarem em catatuba os que ficam enfrentam graves necessidades, pois a RTP nos mostra relatos de pessoas com fome sobrevivendo de caridade, Banco de Alimentos, Santa Casa da Misericórdia e outras ONGs (um prato de sopa/dia) sem dinheiro para as necessidades básicas, luz, gás, casais ambos no desemprego muitos falando às câmaras sem darem a cara e pior ainda os que perderam suas casas por dívidas e obrigados a viver na rua. Notícias

A LUTA CONTINUA!

MUSSÁ OSSEMAN

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