quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Líder da UNITA defende "destituição do Presidente de Angola"

Terminaram esta quarta-feira (09.09) as primeiras Jornadas Parlamentares conjuntas dos partidos da oposição em Angola. Isaías Samakuva, lider da UNITA, pediu "processo criminal e destituição de José Eduardo dos Santos". 

O evento decorreu entre 8 e 9 de setembro em Luanda e contou com a participação dos partidos da oposição com assento parlamentar, nomeadamente, a UNITA, CASA-CE, PRS e FNLA.

Várias figuras da sociedade civil, diplomatas e académicos também marcaram presença e foram convidados a dissertar sobre temas ligados à atual situação politica e socioeconómica do país, nos três painéis que completavam o programa de dois dias.
Mas estas primeiras Jornadas Parlamentares ficaram marcadas com as declarações do líder do principal partido da oposição, a UNITA.

Isaías Samakuva desafiou os deputados a darem início a um processo de responsabilização criminal contra José Eduardo dos Santos, por “crimes de suborno, peculato e corrupção” destacando a “má gestão do erário público, os escândalos do BESA (Banco Espírito Santos Angola), o secretismo à volta dos acordos com a China e os efeitos danosos de uma lei geral de trabalho concebida para defender o patronato e os interesses da oligarquia”.
O líder da UNITA acredita que estas sejam “matérias suficientes” para a “destituição do Presidente da República”.
Para Samakuva a “corrupção do Governo de José Eduardos dos Santos tem empobrecido consideravelmente a vida dos angolanos e beneficiado um pequeno grupo ligado ao circulo presidencial e do partido, o MPLA.. As denúncias e os factos são por demais evidentes no país e no estrangeiro”.

Samakuva terminou o seu discurso dizendo que “aqueles que vivem do peculato e governam na corrupção são quem deviam estar na cadeia e não os 15 jovens ativistas”, concluiu o líder do maior partido da oposição em Angola.

A CASA-CE na voz do seu líder, Abel Chivukuvuku, disse por seu lado, que Angola se encontra atualmente em “falência económica devido às politicas implementadas pelo MPLA há 30 anos e que são desajustadas”.

Chivukuvuku acrescentou que Angola está “bloqueada ao desenvolvimento e à institucionalização de um sistema democrático pela vontade de uma só pessoa que não tem convicções democráticas e condiciona a seu belo prazer todos os parâmetros da vida nacional”.

Oposição unida para derrotar MPLA nas eleições de 2017?

Chivukuvuku considera ainda que nos últimos tempos impera no país “a lei do mais forte”, onde o regime amordaça as populações através de perseguições politicas e detenções arbitrárias no sentido de desencorajar qualquer contestação ao governo como por exemplo a “invenção de golpes de Estado e a prisão de jovens”.
Estas primeiras Jornadas Parlamentares conjuntas pelos partidos da oposição acontecem a dois anos das eleições gerias de 2017, dando sinais da criação de uma possível plataforma conjunta entre os partidos da oposição contra o MPLA, partido do Presidente José Eduardo dos Santos. Deutsche Welle

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