quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Agualusa: “Governo angolano teria deixado Luaty morrer à fome”

O escritor José Eduardo Agualusa diz que carta de Luaty Beirão aos companheiros é de “enorme inteligência” e que há um “movimento pro-democracia dentro da sociedade angolana” que já não tem retorno

José Eduardo Agualusa considera que Luaty Beirão "sabe muito bem o que está a fazer" e que o último parágrafo da carta que enviou aos companheiros, onde anuncia a interrupção da greve de fome, "diz tudo sobre o futuro".
O escritor angolano afirma ainda que "ficou claro que se Luaty não tivesse terminado a greve o governo angolano tê-lo-ia deixado morrer à fome", uma vez que o Presidente José Eduardo dos Santos "não deu o menor sinal de empatia" pela situação dos jovens detidos.
Agualusa acrescenta ainda que "o que existe hoje na sociedade angolana é mais do que um simples movimento de solidariedade, é um movimento pró-democracia" e que Luaty compreendeu isso.
Já quanto ao futuro próximo dos 15+1 (restantes ativistas que além de Luaty continuam detidos), não se mostra muito otimista. "Não é de esperar nada de bom. O regime endureceu, não se mostrou sensível à opinião pública e não está a gerir bem esta situaçao", expica, pelo que teme a condenação dos jovens no julgamento com início marcado para 16 de novembro.
Sobre a atuação do Governo português, José Eduardo Agualusa reitera a opinião de que "não fez nada do que podia fazer", ao contrário da opinião pública, que "finalmente acordou, um pouco tarde, mas acordou". Expresso

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