Estudo da Forbes Insights diz que 66 por cento dos jovens moçambicanos querem ter o seu próprio negócio.
Em Moçambique, analistas dizem que as autoridades governamentais têm de
criar condições para que os jovens tenham acesso ao crédito e o combate à
corrupção seja mais consequente, de modo a que o empreendedorismo
juvenil seja uma realidade.
Algumas pessoas ouvidas pela VOA afirmam que a par do combate à
corrupção, "é fundamental a capacitação dos jovens empreendedores,
dotando-os de recursos, sobretudo financeiros, para que possam
desenvolver os seus negócios", tal como sublinha Leonor de Assunção,
gestora empresarial.
Um estudo da Forbes Insights, resultante de um inquérito a 4.000
jovens de Moçambique, Angola e Nigéria, diz que a falta de capital
inicial, a burocracia e a existência de um sistema de educação
inadequado são algumas das dificuldades no mercado de emprego em
Moçambique.
O estudo indica ainda que o investimento nos recursos naturais pode
ser um dos principais impulsionadores do empreendorismo em Moçambique.
Contudo, o investigador Baltazar Fael diz que em Moçambique é
precisamente no sector dos recursos minerais onde a corrupção assume
contornos preocupantes.
Têm sido anunciados casos de investidores e/ou potenciais
investidores que desistem de desenvolver os seus negócios no país,
fundamentalmente, por causa da corrupção.
Para analistas, isto resulta do facto de que, do lado do Governo, não
tem havido um sinal muito forte de que pretende combater este fenómeno.
Refira-se que vários empresários moçambicanos preferem investir na
vizinha África do Sul a fazê-lo em Moçambique, alegadamente, por causa
da corrupção.
O estudo da Forbes Insights revela que, em Moçambique, cerca de 66 por cento dos jovens preferem ter o seu próprio negócio. Voz da América
Sem comentários:
Enviar um comentário