Estudo revela números exorbitantes.
O consumo de drogas por professores e alunos nas escolas, sobretudo do
nível secundário, em Nampula, está a fragilizar o processo pedagógico.
A constatação é de um estudo sobre saúde escolar, álcool e drogas nas
escolas género e desporto, realizado recentemente em Nampula.
A investigação concluiu que mais de seis mil alunos e professores
consumiram bebidas alcoólicas, tabaco, soruma e cocaína nos
estabelecimentos de ensino no último ano.
O porta-voz do Ministério da Educação em Nampula, Alfredo Nicurrupo,
revelou que, face a estes dados, foram instaurados processos
disciplinares e criminais, que já se encontram em tramitação nas
entidades competentes.
O distrito de Meconta é o mais critico, com 5,193 casos, seguido de Nacala Porto, com 503, e Ribaué, com 33 casos.
Alfredo Nicurrupo garante que quem for encontrado a consumir drogas será expulso das escolas.
O porta-voz do Ministério da Educação revela que o consumo de drogas
nas escolas compromete a qualidade do ensino e o desempenho dos alunos e
professores. Entre as consequências mais graves estão agressões e o
assédio sexual.
Para fazer frente a este cenário, o Ministério da Educação desenvolve
uma campanha a alertar para o impacto negativo do consumo de drogas e
álcool.
Para o secretário da delegação da Organização Nacional dos
Professores em Nampula, André Janna, esta situação envergonha a classe
e, por isso, vai desenvolver acções para alertar para consumo de drogas
entre os seus membros.
Para pais e encarregados de educação é lamentável que o ensino esteja a ser manchado por atitudes desta natureza.
Eles defendem um maior controlo dos profissionais e alunos dentro dos estabelecimentos de ensino.
Pais e encarregados de educação denunciam ainda o facto de haver
locais de venda de álcool junto das escolas e pedem a intervenção das
autoridades. Voz da América
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