Vários indivíduos foram detidos pela Polícia Nacional de Angola na
sequência de uma greve de taxistas iniciada durante a manhã desta
segunda-feira (05.10), em Luanda, e que resultou em agressões e
destruição de viaturas.
Os taxistas em Luanda decretaram na manhã desta segunda-feira (05.10),
uma greve que visa por um lado, chamar a atenção das autoridades para a
falta de paragens para os passageiros e por outro, denunciar os atos de
corrupção por parte de alguns agentes da polícia nacional. A ação dos
taxistas, afetou milhares de luandenses que usam diariamente estes
serviços.
A atitude que surpreendeu a sociedade, teve o início nas primeiras horas
do dia. Vários taxistas recusaram-se em transportar os passageiros que
esperavam pelos seus serviços em diferentes zonas de Luanda.
Muitos dos taxistas que tentaram trabalhar, viram as viaturas
vandalizadas pelos próprios colegas que montavam barreiras no meio das
estradas, com pneus em chamas.
Luanda parou
No entanto, as paragens de táxis estavam cheias de pessoas que esperavam os "Azuis e branco".
Vários cidadãos tiveram que andar à pé, muitos chegaram atrasados nos
locais de trabalho, enquanto outros preferiram regressar para as suas
casa devido a situação.
Em declarações à DW África, alguns taxistas alegaram que a greve visa
protestar contra a falta de locais definidos para o carregamento de
passageiros que foram bloqueados pela Policia Nacional sem que fosse
dada qualquer explicação.
"Estamos em greve porque não temos espaços para carregar e descarregar
os passageiros. Quando utilizamos estes locais proibidos, somos
perseguidos pelos policias", explicou Domingos Cassua que trabalha há 15
anos como candongueiro.
"Nós só queremos paragens para continuarmos a exercer o nosso trabalho"
disse um outro taxistas identificado apenas por Olha Hora.
Polícia corrupta acusam os taxistas
Segundos os taxistas, as zonas dos congolenses, Cuca, Cacuaco, São
Paulo, Viana e Benfica são áreas onde encontram dificuldades para
exercerem o trabalho. E também acusam os agentes reguladores de transito
de estarem a extorqui-los muito dinheiro.
Por sua vez o presidente da Associação dos Taxistas de Luanda (ATL),
Manuel Faustino, disse que a greve não foi convocada pela sua
organização, mas reconhece as dificuldades que os seus membros enfrentam
todos os dias. Por isso apelou aos taxistas para não praticarem atos de
vandalismo.
"Nós também somos agentes económicos como os outros, por isso merecemos
respeito. Mas isso não implica que tenhamos um comportamento de
arruaceiro. Vamos discutir e reivindicar os nossos direitos legalmente",
disse Manuel Faustino.
Quando termina a greve?
Durante a semana, os taxistas vão encontrar formas para reunir com o Governo da província e discutir o problema.
O presidente da ATL diz que vários taxistas foram detidos. Dados também
confirmados pelo porta-voz da Policia de Luanda que em declarações ao
portal Rede Angola, não revelou o número de candongueiros que estão sob
custódia da polícia.
"Vários dos nossos colegas foram detidos em diferentes zonas de Luanda.
Vamos procurar saber qual será o destino destes colegas detidos". Deutsche Welle
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