Moçambique lidera o índice de mortes nas estradas entre os países lusófonos com 31,6 casos em cada 100 mil habitantes.
Nova York - Moçambique lidera o índice de mortes nas
estradas entre os países lusófonos com 31,6 casos em cada 100 mil
habitantes. O Relatório Mundial sobre a Segurança Rodoviária destaca a
perda de 1.744 vidas nas estradas do país em 2013.
O estudo publicado esta segunda-feira em Genebra e Londres assinala
que a taxa em São Tomé e Príncipe foi de 31,1, na Guiné-Bissau de 27,5 e
em Cabo Verde de 26,1 mortes em cada 100 mil pessoas.
A publicação foi lançada pela Organização Mundial da Saúde, OMS, com o
financiamento da Bloomberg Philantropies. Para produzir o estudo foram
analisados os dados de 180 países.
Nas nações de língua portuguesa, as taxas mais baixas ocorreram no
Brasil com 23,4, Timor-Leste com 16,6 e Portugal com 7,8 casos fatais
nas estradas em cada 100 mil habitantes.
O documento destaca que 1,25 milhão de pessoas morreram nas estradas
do mundo em 2013. O número mantém-se estável desde 2007, apesar do
"aumento global da população, do controlo e da previsão de aumento de
mortes."
As taxas sugerem que a nível global, as medidas executadas para
melhorar a segurança nos últimos três últimos anos salvaram vidas.
África registou 26,6 mortes em cada 100 mil pessoas, a mais alta taxa de
mortalidade nas estradas durante o período.
Os índices nos países de baixa e média renda são considerados mais de duas vezes maiores que os das nações de alta renda.
O relatório revela ainda que nos últimos três anos, 17 países
alinharam pelo menos uma das suas leis com as melhores práticas sobre
cintos de segurança, álcool ao volante, velocidade, uso de capacetes em
motos ou sistemas de retenção para crianças.
O documento destaca que o ritmo da mudança é muito lento, embora
tenha havido progressos para melhorar as leis sobre segurança rodoviária
e para tornar os veículos mais seguros.
O estudo recomenda que haja ação urgente para baixar para metade o
total das mortes e ferimentos em acidentes rodoviários até 2020. A meta
para sobre segurança rodoviária faz parte do 3º Objetivo de
Desenvolvimento Sustentável, a ser cumprido até 2030.
O relatório destaca ainda o papel importante das infraestruturas e dos veículos seguros para reduzir os acidentes de trânsito.
De acordo com a publicação, a infraestrutura rodoviária é
principalmente construída tendo em conta as necessidades dos motoristas
apesar de 49% das mortes nas estradas ocorrerem entre pedestres,
ciclistas e motociclistas. África 21
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