Nos últimos treze anos, Moçambique tem registado elevadas taxas de crescimento, como resultado da estabilidade política, adopção de reformas e políticas económicas favoráveis, a reintegração nos mercados regionais e internacionais e atração de grandes investimentos, com particular incidência nos megas projectos. Mas em contrapartida, ultimamente tem-se assistido uma tendência para o aumento do desemprego juvenil, em geral e no seio dos jovens diplomados, em particular.
Este cenário resulta, sobretudo, da massificação do ensino superior que se traduziu outrossim no aumento da oferta de quadros não absorvidos pelo mercado de trabalho, quer pelo Estado - pelo facto de já não poder absorver a demanda de mão-de-obra qualificada por saturação.
Assim sendo, o desemprego constitui um problema sério no seio dos moçambicanos em geral e dos jovens em particular. Diariamente milhares de jovens sofrem a penosa desilusão de não conseguir, pelo menos, o almejado primeiro emprego.
Estamos todos ciente do cenário actual e creio ter chegado a altura de desenvolvermos abordagens e esboçarmos estratégias e políticas arrojadas para a criação de mais emprego. Não se pode considerar a juventude, sobretudo,. como um problema ou custo, mas como um recurso cujo potencial deve ser explorado com vista a criar empregos sustentáveis e usado em benefício da sociedade.
A ADE, organização de que sou membro, defende de forma inabalável este desafio de combate ao desemprego e de redução da pobreza.
Perante este quadro näo animador, nesta luta titânica contra o desemprego em Moçambique é urgente a congregaçäo de esforços e sinergiais, bem como a advocacia de políticas no país, como forma de se buscar estratégias concertadas e uma abordagens multidisciplinar para minimizar o problema e tornar o sector privado mais dinâmico e um actor previligiado de modo a se criar mais postos de trabalho, reactivar algumas indústriais que no passado absorveram muita mäo-de-obra, principalmente nas capitais provinciais e nos distritos, bem como à actracção de mais investimentos directo estrangeiro.
Se não conseguirmos alavancar o sector privado, criarmos e desenvolver mais empresas e fazê-las crescer, não vamos conseguir combater este flagelo nocivo a sociedade;
Os dados mais recentes divulgados por fontes oficiais e independentes indicam que a taxa de desemprego em Moçambique tem aumentado de forma galopante e pensamos que para a sua diminuiçäo a aposta deve ser o reforço de medidas activas de empregabilidade, nomeadamente a formação profissional e o empreendedorismo como alternativa para a criaçäo de emprego; o micro-crédito e o auto-emprego.
Podemos, outrossim, acentuar a flexibilização do mercado laboral essencial para a criação de novos postos de trabalho que possam beneficiar os jovens.
Por outro lado, é justo reafirmar, de forma categórica, que o desemprego está também intrisecamente ligado a pobreza juvenil como um grave problema global, devido a grande desensidade populacional de jovens. Como forma de sair da pobreza, muitos jovens procuram por melhores oportunidades migrando. Ler +
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