Quando ouvi pela primeira vez neste mês de dezembro, que nos exames das 10ª e 12ª classes, tinha havido reprovações em massa, confesso que não fiquei nada, mas nada mesmo, surpreendido.
O que me teria surpreendido, quiçá, seria se tivesse havido passagem em massa. Se assim tivesse acontecido, ter-me-ia perguntado se seria prova de que o novo Ministro da Educação e Desenvolvimento humano, Jorge Ferrão, não teria também conseguido impor um sistema de controlo de exames inexpugnável que tivesse evitado que passassem os que valendo-se de cábulas ou um suborno aos professores, teriam conseguido ir aos exames quando nunca deviam ter ido. Agora assumo que o novo timoneiro da pasta da Educação pode ter conseguido de facto, endireitar essa cepa torta, melhor, entortada, que já é o nosso Sistema Nacional de Educação, em que uma boa parte dos seus professores, é passarem ou enviarem aos exames alunos e estudantes que deviam repetir de classe, tudo em troca de bens ou favores á moda pecaminosa que herdamos de Adão e Eva.
Não fiquei surpreendido, com os chumbos massivos, porque sei de antemão, que há uma boa parte dos nossos alunos e estudantes das grandes zonas urbanas, não vão às escolas e universidades para adquirir conhecimento, mas apenas e tão somente para terem o papel que chamamos de diplomas ou canudo. Esta é a realidade crua que conheço a partir das nossas escolas e universidades, porque eu próprio fui aluno e estudante dos tempos que correm, e depois professor por alguns anos numa das instituições privada do Ensino Superior daqui da Capital a partir de onde escrevo este artigo.
Como aluno e estudante, tive muitos colegas que o mais que faziam eram subornarem os professores por tudo que seja bom, útil e agradável. Os que não podiam usar este tipo de meios para passarem sem saber, preparavam umas boas cábulas ou copiavam astutamente dos poucos colegas que sabiam de facto, e assim foram passando desonestamente de classes, até concluírem o Ensino Secundário ou mesmo o Superior. No caso destes, são, por incrível que pareça, os que mais fazem questão de exigir religiosamente que seja tratados como Doutores ou Engenheiros que de facto não são e jamais o serão porque não se dão ao trabalho de auto-estudar agora que já têm canudos. O que é mais grave ainda, é que as teses com quem obtiveram estes títulos, muitos deles mandaram fazer pagando aos que as que elaboraram, ou então extraíram da internet e fizeram depois algumas modificações. Ler +
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