A prisão de dois moçambicanos no dia do Natal na fronteira sul-africana
de Lebombo, com cerca de sete milhões de dólares não declarados,
continua a suscitar incógnitas e debates.
Em
Maputo, acredita-se que uma investigação minuciosa ao caso pode levar
ao esclarecimento de várias situações do submundo do crime organizado,
que está a assumir contornos alarmantes.
Os dois moçambicanos são de origem asiática e um deles tem uma relação familiar com o líder de uma mesquita de Maputo.
Eventualmente, esta pode ser uma pista para os investigadores.
Ao nível da comunidade muçulmana em Maputo, o silencio é absoluto.
O investigador Laurindos Macuácua acredita que os detidos tenham
feito referência a um eventual envolvimento de lideres muçulmanos,
"porque não é á toa que um maulana está a ser investigado”.
O semanário moçambicano Savana noticiou que o maulana Nazir Lunat, da mesquita Masjid Taqwa está a ser investigado, em conexão com o caso.
Para o decano dos jornalistas moçambicanos, Paul Fauvet, se as
investigações a este caso forem feitas até às últimas consequências
muita coisa poderá ser esclarecida, relativamente aos contornos do crime
organizado em Moçambique.
Fauvet destacou ser "necessário que as polícias sul-africana e
moçambicana investiguem este caso para se descobrir a proveniência deste
dinheiro, porque este pode ser dinheiro sujo".
Refira-se que as investigações já estão em curso, envolvendo
entidades sul-africanas e moçambicanas, e os detidos foram ouvidos em
tribunal. Voz da América
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