quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Angola é um dos países do mundo em que a percepção de corrupção é maior

Entre os países lusófonos, Angola é o país onde existe maior percepção da corrupção no setor público, e Portugal aquele onde este sentimento é menor, de acordo com dados do Índice da Transparência Internacional. Dos lusófonos, o Brasil foi o país que teve a pior queda, para o 76.º lugar.

Brasília - Entre os países lusófonos, Angola é o país onde existe maior percepção da corrupção no setor público, e Portugal aquele onde este sentimento é menor, de acordo com dados do Índice da Transparência Internacional divulgado nesta quarta-feira (27).
O índice cobre as percepções sobre a corrupção do setor público em 168 países. A Dinamarca, considerado o menos corrupto, aparece no topo da lista pelo segundo ano consecutivo, sendo a Coreia do Norte e a Somália os piores casos, com apenas oito pontos cada. Com maior corrupção que Angola só o Sudão do Sul e a Somália.
"Ao todo, dois terços dos 168 países listados no índice de 2015 têm uma pontuação abaixo de 50, numa escala de 0 (considerado o mais corrupto) a 100 (considerado o menos corrupto)".
O Índice de Percepção da Corrupção baseia-se em opiniões especializadas sobre a corrupção do setor público. As pontuações dos países são potenciadas por governos abertos, nos quais os cidadãos são capazes de responsabilizar os seus representantes, enquanto uma pontuação baixa é um sinal da prevalência de subornos, impunidade da corrupção e instituições públicas que não atendem às necessidades dos cidadãos, segundo o relatório.
Dos lusófonos, o Brasil foi o país que teve a pior queda, para o 76.º lugar, no índice de corrupção percepcionada no setor público, enquanto Portugal mantém a 28ª posição entre 168 países.
"O Brasil foi quem teve a maior queda, perdendo cinco pontos e descendo sete posições, para o 76.º lugar", segundo o "Índice de Percepção da Corrupção", da Transparência Internacional.
De acordo com a análise da Transparência, "o escândalo da Petrobras, atualmente em curso, levou as pessoas às ruas em 2015 e o início do processo judicial poderá ajudar o Brasil a frear a corrupção",
"Se trabalharmos juntos, podemos vencer a corrupção; para acabar com o abuso do poder, o suborno e revelar negociatas, os cidadãos devem juntar-se e dizer aos seus governos que já chega", diz o presidente da Transparência Internacional, José Ugaz,  citado pela agência Lusa.
O relatório afirma que os países mais bem colocados têm vários aspetos em comum, entre os quais o "alto nível de liberdade de imprensa; acesso a informação sobre orçamento público - para que a população saiba de onde vem e como é gasto o dinheiro; altos níveis de integridade entre as pessoas no poder; e sistemas judiciários que não diferenciam ricos e pobres, e que são realmente independentes das outras esferas do governo".
Pelo contrário, "para além dos conflitos e guerras, a fraca governança, instituições públicas débeis - como a polícia e o judiciário, e a falta de independência da imprensa caracterizam os países que ocupam as posições mais baixas".
No conjunto dos países lusófonos, São Tomé e Príncipe e Timor Leste tiveram as maiores subidas, embora mantendo a mesma pontuação do ano anterior. Moçambique manteve 31 pontos, mas subiu de 119.° para 112.°. A Guiné Bissau melhorou a pontuação em duas unidades, e passou do 161.° lugar/ 19 pontos para o 158.°/17.
A Guiné Equatorial, o mais novo membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), não entra nesta edição do Índice por insuficiência de dados. Ler +

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