Moçambique tem sido, nos últimos tempos, afectado por uma onda de
raptos, estando neste momento em investigação, Danish Satar, extraditado
da Itália, acusado de fazer parte de uma rede criminosa responsável por
este fenómeno.
Entretanto, várias correntes de opinião consideram que a falta de
apetrechamento com meios materiais e humanos do aparato destinado ao
combate aos raptos faz com que a luta contra este fenómeno seja
ineficiente.
O conhecido jurista moçambicano Abdul Carimo, que já foi
vice-presidente da Assembleia da República, diz que o combate a este
fenómeno está a ser dificultado por lacunas, sobretudo ao nível legal,
porque muita da acção que tem a ver com os raptos passa por ligações
telefónicas
Por seu lado, o também jurista José Machicame concorda e sublinha que
se a legislação não prevê escutas telefónicas, "claramente, os
investigadores ficam com as mãos atadas".
Aquele causídico apontou também lacunas ao nível institucional,
destacando a necessidade de sanear as instituições ligadas à justiça,
sobretudo a polícia, que é a instituição que faz o primeiro combate aos
raptos.
Refira-se que Danish Satar, extraditado da Itália depois de ter
fugido de Molambique, já foi ouvido por um juíz de instrução e por um
procurador, tendo-se concluido haver matérias suficientes para manter a
prisão do acusado.
Contudo, em comunicado de imprensa, Satar nega a acusação.
Esta não é a primeira detenção e várias pessoas já foram julgadas e condenadas pelo seu envolvimento em raptos. Voz da América
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