quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Mais de metade do investimento externo em Moçambique de 2010 a 2014 foi destinado a infraestruturas


Mais de 50 por cento do investimento estrangeiro em Moçambique, avaliado em 23 biliões de dólares, entre 2010 e 2014, foram destinados para a construção de várias infraestruturas em território nacional.

Maputo - Mais de 50 por cento do investimento estrangeiro em Moçambique, avaliado em 23 biliões de dólares, entre 2010 e 2014, foram destinados para a construção de várias infraestruturas em território nacional.
A informação foi avançada terça-feira (12), em Maputo, pelo representante do Centro de Promoção de Investimentos (CPI), Danúbio Lado, durante uma conferência sobre Infraestruturas de Alta Qualidade, um evento que contou com a presença da vice-ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Rebelo, e do vice-ministro japonês da Terra, Infraestruturas, Transportes e Turismo, Takatoshi Nishiwaki.
"Moçambique aprovou projectos de 23 mil milhões de dólares entre 2010 e 2014 e 56,69 por cento deste valor foi para as infraestruturas", disse Lado durante a sua apresentação, destacando que Moçambique possui um grande potencial em vários sectores.
Segundo Lado, a maioria do investimento foi aplicado na construção de infra-estruturas para o sector de energia, transportes e comunicações, bem como no sector industrial.
"Para o sector da Indústria foram usados 14,12 por cento do montante, na energia 27,18 por cento e 15,04 por cento nos transportes e comunicações", referiu a fonte durante um breve contacto com a imprensa.
Falando durante a cerimónia de abertura da conferência, a Vice-ministra dos Transportes e Comunicações, sublinhou que Moçambique é uma porta de entrada para diferentes mercados na região subsariana e Austral da África.
"O estabelecimento do empresariado japonês em Moçambique transmite uma confiança ao país, mas também tem contribuído, significativamente, nas diferentes variáveis do desenvolvimento socio-ecónomico", afirmou a vice-ministra.
Por seu turno, o seu homólogo Japonês, Takatoshi Nishiwaki, disse que Moçambique vai precisar de muitos anos para melhorar a qualidade das suas infra-estruturas.
"Gradualmente pode-se melhorar a qualidade das infra-estruturas", disse a fonte.
Por outro lado, o vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Rui Monteiro, afirmou que o índice de desenvolvimento das infra-estruturas compilado pelo Banco Africano de Desenvolvimento de 2010, que classificou Moçambique na 42ª posição, numa lista de 53 países, demonstra o grande desafio existente na componente de manutenção.
"Apesar dos investimentos públicos consideráveis e sustentados, as infra-estruturas são ainda relativamente insuficientes para satisfazer as necessidades básicas na maioria das regiões como sejam o acesso a rede eléctrica, estradas, fontes de água, saneamento, telecomunicações e serviços de internet", afirmou.
Monteiro referiu que, apesar de ter melhorado os seus resultados, "Moçambique mantem uma classificação semelhante a de 2000, o que sugere poucas melhorias nas infra-estruturas ao longo da última década em comparação com os pregressos realizados noutros países".
O sector de construção, nos últimos três anos, foi o que mais cresceu mantendo uma média de 15 por cento ao ano. Isso significa que o stock de infra-estruturas aumentou, abrindo-se mais oportunidades de negócios devido a necessidade de manutenção dessas infra-estruturas criadas, acrescentou. África 21

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