Economista do CEIC defende revisão do OGE 2016 no contexto da queda do
preço do petróleo no mercado internacional. Precioso Domingos é a favor
da redução das despesas dos deputados, consultoria estrangeira e defesa.
A necessidade da revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2016
deve-se, ao facto, do preço do barril do petróleo no mercado
internacional estar abaixo da casa dos trinta contra os 45 dólares
previstos no OGE aprovado, em dezembro último.
Em declarações a DW África, o economista do Centro de Estudos e
Investigação Científica da Universidade Católica (CEIC), Precioso
Domingos, é de opinião, que o Governo deve revisar o OGE, dada a
conjuntura económica nacional e internacional.
Domingos explica que “está agora haver, uma espécie de persistência, em
termo do preço do barril do petróleo, um pouco a baixo da casa dos 30
dólares, um preço que fica muito distante daquilo que foi usado como
preço no relatório de fundamentação do Orçamento Geral do Estado para o
ano de 2016”.
O empréstimo tem sido, nos últimos tempos, uma fonte constante do
financiamento do Estado angolano. Segundo Precioso Domingos, caso o
Governo não queira reduzir as despesas no Orçamento retificativo, deve
socorrer-se ao crédito e a diversificação económica, apesar de
reconhecer que este último elemento, é atingido a longo prazo.
Diversificação da economia é a solução
De acordo com o economista, “dado o modelo do crescimento económico
assumido por Angola que é dependente do petróleo, a curto prazo não tem
outra solução se não recorrer a crédito e financiamento estrangeiro. A
longo prazo não tem outra solução se não a diversificação da economia”.
Caso o Governo queira reduzir as despesas na revisão do OGE deve começar
nas rubricas que o economista considera serem desnecessárias. E
Precioso aponta exemplos: “Você gasta oito mil milhões de dólares por
ano para consultoria estrangeira, não se explica que os deputados para
nos representarem precisam [de carros da marca] Lexus avaliados em
duzentos mil dólares." Ler +
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