A
empresa florestal Euromoz, de capitais espanhóis, acusou as Forças
Armadas moçambicanas de invasão e ocupação do seu principal acampamento
no distrito de Maringué, centro do país, e espancamento e expulsão de
oito trabalhadores.
Maputo - A empresa florestal Euromoz, de capitais
espanhóis, acusou as Forças Armadas moçambicanas de invasão e ocupação
do seu principal acampamento no distrito de Maringué, centro do país, e
espancamento e expulsão de oito trabalhadores.
Em comunicado, a empresa relata que efetivos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) chegaram no sábado em várias viaturas ao seu acampamento, junto à estrada N1, no troço Nhamapadza-Caia, província de Sofala, tendo espancado os trabalhadores que guarneciam os bens da empresa.
Segundo a edição de hoje do diário electrónico Mediafax, citado pela agência Lusa, os trabalhadores eram acusados de fornecer mantimentos a homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).
Depois de capturados, de acordo com o comunicado da Euromoz, os trabalhadores foram postos em liberdade, na condição de não voltarem às instalações da empresa.
Em seguida, o acampamento principal da concessão florestal da Euromoz foi ocupado pelos militares, ficando os trabalhadores "desprotegidos e em pânico".
Face a esta situação, a Euromoz manifestou "alta preocupação" com o abuso aos direitos dos trabalhadores "leais e honestos, absolutamente inocentes, plenamente identificados", e apela a quem de direito para a garantia aos agentes económicos e a seus trabalhadores de "um tratamento mais considerado, humano e condigno".
Esta zona no norte da província de Sofala foi palco na semana passada de vários ataques que as autoridades atribuem a homens armados da Renamo.
Desde sábado, foi montado na região um dispositivo de escoltas militares obrigatórias a viaturas civis, num troço de cem quilómetros entre Nhmapaza e Caia.
Um dispositivo semelhante foi criado na semana passada entre Save e Muxúnguè, na mesma província e igualmente cenário de ataques recentes, também atribuídos a militares do maior partido de oposição.
Esta medida já tinha sido aplicada no mesmo troço, entre 2013 e 2014, na última crise política e militar entre Governo e Renamo, e, apesar disso, foram registados vários ataques que deixaram um número desconhecido de mortos e feridos, incluindo civis, e fortes danos na economia do país. África 21
Em comunicado, a empresa relata que efetivos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) chegaram no sábado em várias viaturas ao seu acampamento, junto à estrada N1, no troço Nhamapadza-Caia, província de Sofala, tendo espancado os trabalhadores que guarneciam os bens da empresa.
Segundo a edição de hoje do diário electrónico Mediafax, citado pela agência Lusa, os trabalhadores eram acusados de fornecer mantimentos a homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).
Depois de capturados, de acordo com o comunicado da Euromoz, os trabalhadores foram postos em liberdade, na condição de não voltarem às instalações da empresa.
Em seguida, o acampamento principal da concessão florestal da Euromoz foi ocupado pelos militares, ficando os trabalhadores "desprotegidos e em pânico".
Face a esta situação, a Euromoz manifestou "alta preocupação" com o abuso aos direitos dos trabalhadores "leais e honestos, absolutamente inocentes, plenamente identificados", e apela a quem de direito para a garantia aos agentes económicos e a seus trabalhadores de "um tratamento mais considerado, humano e condigno".
Esta zona no norte da província de Sofala foi palco na semana passada de vários ataques que as autoridades atribuem a homens armados da Renamo.
Desde sábado, foi montado na região um dispositivo de escoltas militares obrigatórias a viaturas civis, num troço de cem quilómetros entre Nhmapaza e Caia.
Um dispositivo semelhante foi criado na semana passada entre Save e Muxúnguè, na mesma província e igualmente cenário de ataques recentes, também atribuídos a militares do maior partido de oposição.
Esta medida já tinha sido aplicada no mesmo troço, entre 2013 e 2014, na última crise política e militar entre Governo e Renamo, e, apesar disso, foram registados vários ataques que deixaram um número desconhecido de mortos e feridos, incluindo civis, e fortes danos na economia do país. África 21
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