Procurment (concursos públicos para a aquisição de bens e serviços) é uma das áreas críticas, diz o pesquisador José Macuane
Não basta assinar convenções internacionais anticorrupção. É preciso divulgar e implementar.
A tónica é de um novo relatório do Centro de Integridade Pública
(CIP), segundo o qual a falta de exposição do sector privado às normas
internacionais anticorrupção permite que essa prática ilícita floresça
nos negócios em Moçambique.
No relatório, o CIP destaca que o sector público em Moçambique
assinou e ratificou as principais convenções anticorrupção
internacionais e regionais, e esforça-se para incorporá-las no seu
quadro legal.
No entanto, o mesmo concluiu que “no sector de negócios, as empresas
locais não têm a mesma exposição, estímulo e habilidade para adoptar
políticas e práticas em linha com os padrões internacionais.”
Diz o CIP que a aplicação “é problemática por causa da baixa
capacidade de implementação das leis anticorrupção e fracos incentivos
para a promoção de transações limpas de negócios”.
Naquele país, práticas como o suborno de funcionários púbicos, lavagem de dinheiro ou uso influência indevida são comuns.
A opinião pública aponta que a continuidade disso deriva da falta de interesse das autoridades em travar.
“As leis, é óbvio, não se vão aplicar por si mesmas”, diz José Macuane, elemento da equipa de pesquisa do relatório do CIP.
Uma das áreas críticas nos negócios é a transparência nos processos de procurment.
Nisso, Macuane diz é imperioso ter “um sistema mais fiável, que
reduza práticas ilícitas, que fazem com que uma quantidade pequena de
empresas tenha contratos com o Estado”.
Com este relatório, o Centro de Integridade Publica e a Transparência
Internacional lançam em Moçambique Agenda Nacional de Integridade de
Negócios, cujo objectivo é ajudar a reduzir a corrupção no sector
privado.
“A única maneira de limpar o ambiente de negócios é através da acção
colectiva,” disse em comunicado o director do CIP, Adriano Nuvunga,
numa clara alusão à necessidade de o governo, sector de negócios e
sociedade civil juntarem-se para garantir a integridade.
Macuane acrescenta a isso o papel da imprensa, que a seu ver ainda
não tem como prática sistemática a denúncia de corrupção nos negócios, e
precisa de “ter uma forte capacidade técnica” para o efeito. Voz da América
I just noticed what you are said. It is really good news.
ResponderEliminarDissertation writing service uk