sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

“Os africanos são preguiçosos”

Irreverente. Objectiva. “Pa­troa” das suas ideias. Sim, como ela mesma. Paulina Chiziane acostumou-nos a uma imagem de mulher firme, prin­cipalmente quando o assunto é sobre tradição africana. Mais uma vez veio a ribalta. Para a es­critora, os africanos conotam o curandeirismo como um ritual diabólico porque “são preguiço­sos, não gostam de estudar, não gostam de pesquisar a sua pró­pria história” e acrescenta que “aquele que estuda, que lê, que pesquisa, que vê, sabe que a cul­tura é a base do desenvolvimen­to de um povo. Chiziane vai mais longe. Para ela, a pessoa que não gosta da medicina tradicional (porque é do seu avô ou porque é escura), não gosta de si mesma e não tem dignidade nenhuma. Para reverter essa situação crí­tica, Chiziane sugere muita inves­tigação sem se descurar de muito investimento técnico, financeiro, institucional e moral. Mas este investimento não pode ser des­tinado apenas aos curandeiros, mas a todos, porque, assegura, to­dos que dizem não estão lá a essa hora. O País

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