quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Polícia moçambicana diz que impedirá Renamo de montar barreiras nas estradas

Depois da Re­namo - maior partido da oposição em Moçambique - ter ameaçado, através do seu chefe de Mobilização em Sofala, fiscalizar e controlar a circulação nas estradas nacionais número 1, 6 e 7, em protesto contra supostos casos de rapto e assassinato dos seus militantes, o Comando-Geral da Polícia (PRM) disse que as autoridades nacionais irão impedir que tal aconteça.

Maputo - Depois da Re­namo - maior partido da oposição em Moçambique - ter ameaçado, através do seu chefe de Mobilização em Sofala, fiscalizar e controlar a circulação nas estradas nacionais número 1, 6 e 7, em protesto contra supostos casos de rapto e assassinato dos seus militantes, o Comando-Geral da Polícia (PRM) disse que as autoridades nacionais irão impedir que tal aconteça, informa hoje o jornal O País.
Durante a conferência de im­prensa de balanço das actividades da semana passada da corpora­ção, o porta-voz geral da PRM, Inácio Dina, disse que as autorida­des usarão todos os meios ao seu alcance para impedir a pretensão da Renamo.
Dina disse que ape­nas as autoridades do Estado é que gozam de legitimidade para instalação de postos de controlo ao longo das estradas, pelo que a possível ocupação das vias de acesso pela Renamo será considerada um acto criminoso.
"Nenhuma formação partidária tem a legitimidade de instalar qualquer posto de fiscalização nas estradas deste país. Então, se a Re­namo não consegue resolver seus problemas por via política, não deve pôr em causa a vida dos ou­tros, pautando por acções de pri­vação de liberdade de circulação à população", disse o porta-voz da corporação.
Na segunda-feira, Horácio Calavete, chefe da mobilização da Renamo em Sofala, em conferência de imprensa na cidade da Beira, disse que a liderança do partido decidiu "colocar controlos nas estradas" em resposta a alegadas perseguições, raptos e homicídios de membros da maior força de oposição.
Segundo Calavete, esta decisão saiu de uma reunião do departamento de defesa e segurança da Renamo com o seu líder, Afonso Dhlakama, no sábado em Sadjundjira, na Gorongosa (província de Sofala), e visa fiscalizar viaturas suspeitas, deter os raptores e entregá-los à polícia. África 21

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