Depois da Renamo - maior partido
da oposição em Moçambique - ter ameaçado, através do seu chefe de
Mobilização em Sofala, fiscalizar e controlar a circulação nas estradas
nacionais número 1, 6 e 7, em protesto contra supostos casos de rapto e
assassinato dos seus militantes, o Comando-Geral da Polícia (PRM) disse
que as autoridades nacionais irão impedir que tal aconteça.
Maputo - Depois da Renamo - maior partido da
oposição em Moçambique - ter ameaçado, através do seu chefe de
Mobilização em Sofala, fiscalizar e controlar a circulação nas estradas
nacionais número 1, 6 e 7, em protesto contra supostos casos de rapto e
assassinato dos seus militantes, o Comando-Geral da Polícia (PRM) disse
que as autoridades nacionais irão impedir que tal aconteça, informa hoje
o jornal O País.
Durante a conferência de imprensa de balanço das actividades da
semana passada da corporação, o porta-voz geral da PRM, Inácio Dina,
disse que as autoridades usarão todos os meios ao seu alcance para
impedir a pretensão da Renamo.
Dina disse que apenas as autoridades do Estado é que gozam de
legitimidade para instalação de postos de controlo ao longo das
estradas, pelo que a possível ocupação das vias de acesso pela Renamo
será considerada um acto criminoso.
"Nenhuma formação partidária tem a legitimidade de instalar qualquer
posto de fiscalização nas estradas deste país. Então, se a Renamo não
consegue resolver seus problemas por via política, não deve pôr em causa
a vida dos outros, pautando por acções de privação de liberdade de
circulação à população", disse o porta-voz da corporação.
Na segunda-feira, Horácio Calavete, chefe da mobilização da Renamo em
Sofala, em conferência de imprensa na cidade da Beira, disse que a
liderança do partido decidiu "colocar controlos nas estradas" em
resposta a alegadas perseguições, raptos e homicídios de membros da
maior força de oposição.
Segundo Calavete, esta decisão saiu de uma reunião do departamento de
defesa e segurança da Renamo com o seu líder, Afonso Dhlakama, no
sábado em Sadjundjira, na Gorongosa (província de Sofala), e visa
fiscalizar viaturas suspeitas, deter os raptores e entregá-los à
polícia. África 21
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