A Renamo (Resistência Nacional
Moçambicana) denunciou o rapto do seu delegado distrital de Gondola,
Manica, centro do país, por um grupo armado à civil. Este é o segundo
caso de rapto de membros da Renamo em Gondola em menos de duas semanas.
Também a Frelimo, partido no poder em Moçambique, tem denunciado casos
de raptos dos seus membros.
Maputo - A Renamo (Resistência Nacional
Moçambicana), maior partido da oposição em Moçambique, denunciou,
quinta-feira (04), o rapto do seu delegado distrital de Gondola, Manica,
centro do país, por um grupo armado à civil.
Em declarações à agência portuguesa Lusa, Sofrimento Matequenha,
delegado político provincial da Renamo em Manica, contou que um grupo de
homens introduziu-se na noite de quarta-feira na casa do delegado
distrital de Gondola e raptou-o, mantendo-se desaparecido.
"Os homens entraram na sala e encontraram-no a assistir televisão às
21:00 de quarta-feira, raptando-o. Mas o delegado resistiu e foi
imobilizado com um tiro no pé. Quando o filho tentou acudi-lo, também
foi atingido no braço", explicou Sofrimento Matequenha, acrescentando
que a situação provocou o pânico entre os vizinhos.
Denunciado o caso à polícia, segundo Sofrimento Matequenha, esta só
viria a estar presente no local na manhã de hoje para trabalhos de
perícia.
A porta-voz do comando provincial da polícia de Manica, Elcídia
Filipe, disse à Lusa que a polícia está a trabalhar para apurar as
circunstâncias e esclarecer o rapto.
Este é o segundo caso de rapto de membros da Renamo em Gondola em
menos de duas semanas, tendo o primeiro ocorrido no cruzamento de
Inchope, quando um jovem foi levado e mais tarde devolvido com sinais de
tortura.
No entanto, também a Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) tem
denunciado casos de raptos dos seus membros e outros incidentes,
imputando-os ao maior partido de oposição.
Na quarta-feira, a Rádio Moçambique avançou que supostos homens
armados da Renamo atacaram membros da Frelimo no distrito de Maringué,
província de Sofala, onde o partido da oposição mantém uma base militar,
e um deles ficou em estado grave.
"Homens armados da Renamo em Maringué queimaram as casas de cidadãos
que são membros da Frelimo, balearam pessoas inocentes", disse o
primeiro secretário da Frelimo na província de Sofala, centro do país.
Contactado hoje pela Lusa, o porta-voz da Renamo, António Muchanga
afirmou que houve apenas uma casa queimada em Maringué e afastou
responsabilidades do seu partido.
Segundo Muchanga, tratava-se de um homem que alegadamente recrutava
jovens para se apresentarem como desertores da Renamo e que não terá
dividido o dinheiro com as respectivas famílias. África 21
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