quarta-feira, 6 de abril de 2016

Estudo sobre derivados do ópio cita Guiné-Bissau, Cabo Verde e Moçambique

Cerca de 11% dos usuários globais das substâncias derivadas do ópio vivem em África, segundo um novo relatório lançado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).

Nova York - Cerca de 11% dos usuários globais das substâncias derivadas do ópio vivem em África, segundo um novo relatório lançado, quarta-feira (30), pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).
O estudo intitulado "O Comércio dos opiáceos afegãos – uma Avaliação de Base" destaca que metade desses consumidores está na África Ocidental e Central.
O documento revela que os nigerianos estão entre as principais nacionalidades entre os detidos em países importantes como o Paquistão e ao longo da rota dos Balcãs que envolve a Turquia e a Grécia.
Cidadãos da Guiné-Bissau destacam-se entre os grupos de traficantes africanos pioneiros no mercado turco no início da década de 2000.
Cabo Verde é citado pelos 7,6% da população que usa ou tentou usar uma droga ilícita em certo momento da sua vida. Pelo menos 1,6% das pessoas usa uma droga ilícita no país.
Moçambique é mencionado por ser um dos principais países de destino de opiáceos afegãos, juntamente com a África do Sul. Entretanto, o quadro geral do impacto das substâncias na África Austral não é conhecido.
O Unodc cita o risco das limitações da aplicação da lei serem aproveitadas por traficantes, o que pode levar ao aumento do tráfico e do uso de drogas que pode inibir o desenvolvimento económico e social da África Austral.
A canábis continua a ser a droga mais usada tanto no continente africano como a nível global e a única produzida no continente para ser exportada em grandes quantidades. A heroína torna-se mais popular em áreas que incluem a África Oriental.
O estudo revela ainda que estão a ser usados opiáceos sintéticos como o tramadol em África, o que pode levar ao maior uso das substâncias derivadas do ópio do Afeganistão caso haja uma mudança em relação à heroína.
As taxas de transmissão do HIV e da hepatite C são reveladoras do impacto do uso da heroína de origem afegã na saúde pública na região, apesar de haver dados limitados sobre o tema.
O Unodc vê a África Oriental como um ponto cada vez mais importante no desembarque da heroína enviada do Afeganistão para a África, através do Oceano Índico.
Apesar do aumento no contrabando marítimo, as taxas de apreensão dos opiáceos na África Oriental continuam baixas.
Na região, aumentou o tráfico de drogas através dos transportadores aéreos nas últimas décadas. As redes de tráfico usam redes estabelecidas que levam a heroína e a cocaína para os mercados de destino. África 21

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