quinta-feira, 7 de abril de 2016

Mais de 1 milhão de moçambicanos têm diabetes

O Ministério da Saúde (MISAU) de Moçambique estima em pouco mais de um milhão o número de pessoas que padecem de diabetes no país, daí o apelo no sentido de haver maior vigilância e envolvimento, a todos os níveis, para prevenir o aumento dos casos da doença.

Maputo - O Ministério da Saúde (MISAU) de Moçambique estima em pouco mais de um milhão o número de pessoas que padecem de diabetes no país, daí o apelo no sentido de haver maior vigilância e envolvimento, a todos os níveis, para prevenir o aumento dos casos da doença.
A informação foi revelada pela directora nacional adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe, que falava hoje em Maputo numa conferência de imprensa destinada a anunciar as actividades que vão marcar, quinta-feira, as festividades do Dia Mundial da Saúde.
No país, segundo a fonte, as autoridades da saúde elegeram a diabetes, uma doença de saúde pública, e as comemorações vão decorrer sob o lema "Vença a Diabetes: Expande a Prevenção, Fortaleça os Cuidados e Reforce a Vigilância".
Os estudos feitos em 2005 revelaram que existiam, no país, em número cumulativo, cerca de 16 mil pessoas mas que em número absoluto eram cerca de sete mil doentes registados. No entanto, se for tomado em conta que a percentagem da prevalência registada aumentou com o crescimento do universo populacional o número também subiu.
Mas, Benigna Matsinhe afirmou que as unidades sanitárias estão preparadas para diagnosticar e tratar a doença, devendo a sociedade procurar envolver-se nos esforços de prevenção, até porque ela é uma doença silenciosa.
Existem dois principais tipos de diabetes. A do tipo 1 de pacientes dependentes da insulina que é responsável pela redução de glicemia no sangue através da sua transformação e entrada às células.
A diabetes do tipo 2 é aquela que afecta os pacientes não dependentes da insulina e constitui a forma mais comum e ocorre geralmente em pessoas com mais de 30 anos, muito embora seja também frequente em pessoas mais jovens.
Esta forma é originada por factores como obesidade, maus hábitos alimentares, o sedentarismo, o tabagismo, consumo excessivo de álcool. Nos maiores centros urbanos, em particular, assiste-se a um aumento assustador do nível de consumo de álcool. Muitos jovens aliam-se ao vício do álcool, o que aumenta o risco de contrair a doença.
Os principais sintomas se manifestam através da vontade de urinar muito, estar sempre com fome e com vontade de comer, sede inacabável, mas também pode ser através da visão turva do paciente, infecções frequentes na pele.
"A diabetes constitui um problema de saúde pública. Se olharmos para os dados mundiais de 2014 vemos que 387 milhões de diabéticos existiam no mundo e as projecções mostram que a continuar neste ritmo o aumento será em cerca de 93 por cento o que significa que até ao ano 2035 o mundo terá 41 milhões de doentes", explicou Matsinhe.
A tendência da diabetes, segundo Matsinhe, também está a acontecer com relação a hipertensão, doença não transmissível mas que está a crescer a ritmo galopante no país e no mundo.
O exercício físico, o combate a obesidade, consumir alimentos nutritivos (frutas e vegetais) e mudar de certa forma o estilo de vida são algumas das medidas que podem contribuir para reduzir o risco da doença. África 21

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