sexta-feira, 8 de abril de 2016

Partidos angolanos da oposição dizem que governo procura esconder gravidade da crise

A situacao económica e financeira de Angola é muito mais grave do que o Governo diz, afirmam os partidos políticos da oposição. A Unita e a Casa-CE consideram que apesar do ministro das Finanças tentar embelezar o discurso, Angola pediu, na realidade, um resgate ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Luanda - A situação económica e financeira de Angola é muito mais grave do que o Governo diz, afirmam os partidos políticos da oposição. A Unita e a Casa-CE consideram que apesar do ministro das Finanças tentar embelezar o discurso, Angola pediu, na realidade, um resgate ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
A Casa-CE prefere acreditar nos indicadores reais que apontam, no seu entender, para a bancarrota de Angola. "O país está pobre, em bancarrota, a situacao é muito mais grave do que aparenta ser, apesar de o ministro dizer o contrário, mas é um resgate'", disse Manuel Fernandes, citado pela rádio VoA.
Também Raul Danda, vice-presidente da Unita, faz diagnóstico idêntico. "Quer-se fugir ao termo resgate por quê? Quando você já não tem dinheiro para pagar salários, nem dinheiro para comprar medicamentos, as pessoas estão a morrer às centenas, quando já não se tem dinheiro para nada só existe bajulação, é preciso acabar com a bajulação e acreditar que há sim resgate e sujeitar-se às exigências do FMI'', disse Danda.
O vice-presidente da Unita lembra que várias vezes avisou o Executivo da necessidade de diversificar a economia com recurso ao dinheiro do petróleo, mas, segundo Danda, "o Governo nunca quis dar ouvidos aos avisos, tendo preferido ir à busca dos recursos financeiros chineses; hoje o cenário é terrível e a ajuda das instituições financeiras, como o FMI tornam-se inevitáveis". África 21

Sem comentários:

Enviar um comentário