quarta-feira, 8 de junho de 2016

Barbárie: criança albina é esquartejada em Moçambique

Indivíduos ainda não identificados esquartejaram uma criança de 6 anos de idade, com problemas de pigmentação da pele, na cidade de Chimoio, província de Manica, centro de Moçambique.

Maputo - Indivíduos ainda não identificados esquartejaram uma criança de 6 anos de idade,  com problemas de pigmentação da pele, na cidade de Chimoio, província de Manica, centro de Moçambique.
O corpo do menor Faztudo Filipe, residente no bairro Nhamaonha, foi achado na manhã de segunda-feira na zona de Mudzingandze, em Chimoio.
Faztudo Filipe foi encontrado por populares dentro de um saco sem os cabelos, pernas e braços.
O chefe do Departamento das Relações Publicas no comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Manica, Leonardo Colher, disse que depois de despedaçar o rapaz, os bandidos levaram consigo os braços, pernas e cabelos.
Algumas partes do corpo como tronco, mãos, e cabeça foram deixadas num saco muito próximo da linha férrea para confundir o crime.
"Lamentamos o facto. Os bandidos fraccionaram o menino e levaram o cabelo, pernas e os braços. Eles deixaram as outras partes do corpo num saco. Pensamos que é para fins mágicos como tem sido propalado", disse Colher.
Leonardo Colher explicou que este é o primeiro crime de homicídio que ocorre contra pessoas com pigmentação da pele (albinismo) a província de Manica. Segundo ele, a PRM foi accionada e está a trabalhar para esclarecer o caso e levar os autores deste crime a barra da justiça.
"Este crime chocou os residentes de Mudzingadze. Já temos alguma informação obtida da família da vítima e testemunhas. O menino era bem conhecido na zona onde residia. Estamos a trabalhar com certeza de que havemos de ter todas pistas para neutralizar os criminosos", afirmou Leonardo Colher.
A fonte apelou, na ocasião, aos pais e encarregados de educação que vivem com albinos, principalmente menores de idade, a serem mais vigilantes e a denunciar qualquer situação suspeita de colocar em perigo a vida destes membros da sociedade.
"Este fenómeno é uma realidade. Está acontecer. As pessoas estão a ser enganadas e matam pensando que serão ricas. Nós, como pais, temos que estar atentos e contribuirmos para a protecção das pessoas com problemas de pigmentação da pele. Temos que denunciar a polícia e outra entidade mais próxima se vermos que estamos perante um caso de tráfico de órgãos humanos e outro crime de natureza diversa. É um desafio que exige o envolvimento de todos nós", disse Colher.
Casos de perseguição e morte de albinos, por superstição popular, envolvendo práticas de curandeirismo, têm ocorrido, com frequência, em algumas regiões de países da África Austral. África 21

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