segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Moçambique perde anualmente 57 milhões de dólares devido à pesca ilegal

Recursos marinhos 

Moçambique perde anualmente o equivalente a 57 milhões de dólares americanos devido à pesca ilegal e outras práticas nocivas, incluindo danos ambientais, resultantes da ausência de uma fiscalização marítima efectiva ao longo dos cerca de 2 800 quilómetros de linha de costa e mais 200 milhas de largura, escreve a AIM.
Segundo Leonid Chimarizene, director de Operações do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas (MIMAIP), a costa moçambicana é diferente da de maior parte de outros países costeiros, pois permite que se faça acostagem em praticamente qualquer parte.
Nos outros países, a atracagem deve ser feita, obrigatoriamente, num porto. “Isto significa que tínhamos que ter fiscais ao longo da costa. Este é um dos desafios que temos para o combate à pesca ilegal, mas estamos a trabalhar para superar este problema, através dos conselhos comunitários de pesca, que integram pescadores devidamente organizados em associações”, disse Chimarizene.
A título de exemplo, o Conselho Comunitário de Pesca da Costa do Sol, na cidade de Maputo, faz uma auto-fiscalização de todos os pescadores daquela área e, assim, pode denunciar qualquer um que tente pescar ilegalmente. “É uma fiscalização participativa”, referiu a fonte.
As autoridades do sector de pescas no país estão igualmente preocupadas com os barcos de recreio que afluem à costa, maioritariamente vindos da África do Sul, os quais agravam o cenário de pesca ilegal. Em muitos casos, estas embarcações são utilizadas por pessoas mal-intencionadas, que se aproveitam para ocultar actividades como pesca ilegal, diferentes tipos de tráfico, entre outras ilegalidades.
Por outro lado, reporta-se que há embarcações de recreio com grande autonomia que navegam para zonas proibidas, caçam e pescam fauna protegida, utilizam meios inapropriados, praticam contrabando, entre outras actividades proibidas.
A nível da pesca artesanal, as multas aplicadas aos ilegais melhoraram significativamente, uma vez que, no momento em que os pescadores são encontrados em flagrante, é aplicada a respectiva multa e confiscadas as artes de pesca.
Só este ano, foram multados 32 pescadores ilegais.

Prejuízos da pesca ilegal 

Além de perder avultadas somas com as embarcações de recreio, o país também perde com os pescadores ilegais que invadem as águas nacionais com a intenção de delapidar os recursos existentes, com destaque para camarão e peixe diverso. “Só pela falta de licença, pela exportação ilegal e falta de processamento, o estado moçambicano perde, directamente, milhões de meticais”, disse o dirigente. O País

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