quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Satélite angolano lançado com sucesso deverá entrar em órbita na madrugada de quarta-feira

Após o lançamento com sucesso  do foguete transportador ucraniano Zenit, a partir do cosmódromo Baikonur, no Cazaquistão, o satélite levará sete horas para chegar (3h00) à posição orbital 14.5 E, onde deverá funcionar por 15 anos. 

O primeiro satélite angolano terá entre dois a três meses de testes. Findo este período, o equipamento estará apto para ser utilizado, até completar os 15 anos de vida útil.
O satélite estará localizado a 36 mil quilómetros acima do nível do mar e a sua velocidade coincidirá com o da rotação da terra. O Angosat 1 cobrirá um terço do globo terrestre.
Construído na Rússia, com 1.055 quilogramas, dos quais apenas 262.4 são de carga útil, o satélite ficará na posição orbital 14.5 E e terá uma potência de 3. 753 W, na banda CKu, com 16C+6Ku repetidores.
O satélite angolano será controlado por um centro primário de controlo e missão em Angola e outro na Rússia, em Korolev.  O centro de controlo e missão de satélites do Angosat 1 em Angola está instalado na Funda, região norte de Luanda.
Com a entrada em funcionamento do Angosat 1, Angola é o sétimo país africano a ter um satélite de comunicações, juntando-se à Argélia, África do Sul, Egito, Marrocos, Nigéria e Tunísia.
Segundo o ministro angolano das Telecomunicações e Tecnologias da Informação, José Carvalho da Rocha, o Angosat1 é só uma “peça no xadrez” de infraestruturas de telecomunicações do país, que se vai juntar aos 20 mil quilómetros de fibra óptica já existentes.
Estas infraestruturas, associadas ao investimento de 320 milhões do Angosat1, vão reduzir os custos de todas as operadoras, que ronda entre os 15 e 20 milhões de dólares mês, permitindo a baixa de gastos com as telecomunicações.
O estudo para construção do satélite foi iniciado em 2009, quando foi assinado contrato entre o Governo da de Angola e a Rússia.
Um dos propósitos do projeto, parte integrante do Programa Espacial Nacional, é a criação de competências nacionais no domínio das tecnologias de comunicação por satélite. Este é um dos sete projetos do Programa Espacial nacional.
A forte aposta no espaço, para que as comunicações cheguem a todo o país, começou com dez anos de negociações entre Angola e a Rússia, seguindo-se a construção, em 2013.
Para a materialização do projeto, 47 engenheiros espaciais angolanos foram formados na Argentina, China, Coreia, no Brasil, Japão e Rússia, que irão garantir o seu funcionamento.
A equipa de engenheiros é composta por 13 em canal de serviço, nove em análise de sistema, sete em planeamento, seis em administração de redes, igual número de directores de voo, quatro em balística e dois em gestão de projectos.
Os especialistas, formados em sete fases, concluíram três mil horas de aulas em engenharia e tecnologia espacial, construção de nano e pico satélites, revisão e aceitação técnica de projetos espaciais, formação sobre HUB Vsats, operações e missões espaciais, certificação em arquitetura do Angosat1 e certificação de especialização em operação e controlo do Angosat1. África21

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