domingo, 11 de fevereiro de 2018

Populares saem às ruas de Quelimane por melhores condições de vida

Dezenas de apoiantes e membros da RENAMO manifestaram-se este sábado (10.02) em Quelimane para pedir o fim das desigualdades sociais em Moçambique, queixando-se do aumento do custo de vida e da falta de emprego jovem.

A marcha começou na zona da Sagrada quando eram 10 horas locais com palavras de ordem como "abaixo à corrupção" e "abaixo à desigualdade social".
Com o lema "Juventude pela Cidadania e Boa Governação", os manifestantes exibiram à sua caminhada dísticos com vários dizeres, pedindo às autoridades moçambicanas para resolverem definitivamente a situação das dívidas ocultas, da paz interminente e da pobreza da população.
"Nós, moçambicanos, já não temos condições de comprarmos aquilo que precisamos", começa por criticar Lemos Mizé, um dos manifestantes.
"O arroz subiu, a farinha subiu, o óleo subiu… Estamos aqui para protestar contra a realidade do nosso país. Mas o nosso país já não nos dá atenção. Somos jovens com esperança e capacidade, mas o governo já não olha por nós", lamenta.

"Explosão" demográfica preocupa manifestantes

O responsável da marcha, Jonathan Suleimane, diz que o objetivo da manifestação é chamar os governantes à responsabilidade. Para este ativista social, os políticos têm de assumir o seu papel e criar boas condições de vida para as populações e não apenas usar o voto do povo para enriquecimento próprio.
"Há moçambicanos que não têm onde dormir e nem o que comer. Dizem que o país se está a desenvolver, mas há uma explosão demográfica que está acima das capacidades de desenvolvimento de Moçambique", alerta Jonathan Suleimane que vê a situação económica das famílias como "péssima” em relação aos últimos 10 anos.
O analista social  admite que o país caminha para uma fase de reestruturação, após o acordo da RENAMO com o Governo em relação à descentralização do país, mas tem dúvidas quanto ao futuro.
"Acho que este não seria um bom momento para o país estar a viver uma situação de mudança política. Não sabemos o que vai acontecer… Temos que esperar, já que a Assembleia da República terá que apreciar e decidir o que o líder da RENAMO e o Presidente Nyusi acordaram", afirma.
"O analfabeto também analisa e o cego também critica. Nós não vamos falar de inclusão enquanto os nossos líderes carregarem um grande preconceito… Na oposição nunca vai existir inclusão em Moçambique", acrescenta.
A marcha deste sábado (10.02) decorreu teve início na Sagrada e terminou na Praça da Juventude da cidade de Quelimane. DW

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