sábado, 11 de outubro de 2014

Maturidade democrática no reduto do MDM

Cidade da Beira, capital da província de Sofala, tem em sua liderança o edil do MDM, Daviz Simango, candidato às presidenciais. Nesta que é a segunda maior cidade de Moçambique, a disputa eleitoral promete ser acirrada.
 
Em Beira, foi quebrada, pela primeira vez, a hegemonia política da Frente de Libertação de Moçambqiue (FRELIMO), depois da histórica vitória do candidato da oposição Daviz Simango nas primeiras autárquicas no país, que mais tarde, em 2009, fundaria o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
Desde então a FRELIMO nunca mais conseguiu recuperar as rédeas da cidade.
Nas eleições gerais de 15 de outubro próximo, a cidade da Beira será palco do combate político mais renhido na história de Mocambique, uma luta intensa entre as três principais forças concorrentes: o partido no poder, FRELIMO; o maior partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO); e a terceira maior força política do país, o MDM.
"Queremos personalidades com coragem e coração para levar o país para a frente." Este é um dos temas que os adeptos do MDM cantam, nestes dias, apelando assim ao voto no seu partido, nas ruas da cidade da Beira, cidade com 500 mil habitantes, a segunda maior cidade de Moçambique.
 
MDM sonhando alto
 
Depois das autárquicas do ano passado, os adeptos do MDM, partido que nasceu aqui na Beira, vivem dias de grande otimismo, pois não só venceram as câmaras da segunda maior cidade, como tambem outras importantíssimas câmaras no país: Quelimane, Nampula e Gurué.
José Domingos Manuel, membro do Comité Político Nacional do MDM diz que essas vitórias poderiam ter sido mesmo mais folgadas.
"Podia ter vencido mais, se fosse um país verdadeiramente democrático. Tivemos sinais vivos na cidade de Maputo, Matola, Chimoio, Mucuba, fora de algumas cidades que serviram de exemplo da nossa vitória," afirma.
Agora avizinham-se as gerais e sonha-se mais alto ainda no seio do MDM.
"O Movimento Democrático de Moçambique é o mais favorito. Experiência de governação temos e, da experiência própria de capacidade de governar, o Daviz Simango é o próprio e capaz de dirigir este país. Esperamos que o povo fará justiça, porque chega de 40 anos sem produção, chega de 40 anos derrabando a população," considera José Domingos.
 
Campanha da FRELIMO incomoda
 
Passeando pelo centro da cidade, deparamos com vários cortejos sobretudo do MDM. Mas, em termos de cartazes, quem manda, como um pouco por todo o país, é a FRELIMO, partido no poder central, desde a indepedência do país em 1975.
São enormes os cartazes, os chamados outdoors, com o rosto do candidato Filipe Nyusi estampado, ao lado do símbolo da FRELIMO, a maçaroca e o tambor. Alguns dos cartazes chegam mesmo a cobrir edifícios de quatro ou cinco andares.
António Fernando, taxista, 35 anos de idade, faz questão de nos dar a sua opinião sobre a situação na sua cidade e no seu país. Para ele, o que conta não são os cartazes, mas sim os conteúdos.
"Cartazes por todos os cantos. Cartazes com tamanho de prédio por aí. O Nyusi não tem dinheiro, o partido não tem dinheiro para fazer aquilo tudo. Estão a usar o dinheiro do Estado para fazerem cartazes. Amanhã ou depois, não têm dinheiro para aumentar os salários, não têm dinheiro para os combustíveis, para a saúde, porque estão a gastar o dinheiro com cartazes. Mas os outros estão aí sem cartazes, a fazerem campanhas," reclama.
 
"Pessoas já lá vão. Não precisa gastar tanto com cartazes, o que as pessoas querem é a mensagem," conclui.
António Fernando reflete a opinião de muita gente na cidade da Beira, gente que é conhecida, alguns dias famigerada, por ter quebrado com o passado. As pessoas aqui querem a mudança e não a continuidade prometida nos cartazes pelo candidato da FRELIMO.
"Com essa continuidade que vai ser destes dos 40 anos que vinham a fazer, nem vale a pena. É de esquecer o voto do povo. O povo já está atento, o povo já está despertado. Não é o povo de 80, agora a visão das pessoas é outra," diz o taxista.
Vamos então, no táxi de António Fernando, à sede da FRELIMO na cidade da Beira, onde somos recebido pelo representante local. Também ele se mostra muito otimista. A vitória é certa, afirma o homem da FRELIMO e recomenda irmos ao bairro popular da Manga, onde neste momento andaria a caravana do partido no poder.
De fato, a caravana da FRELIMO está no terreno. Carros grandes, cartazes, bonés, t-shirts e uma quantidade de alunos a correram atrás da caravana.
 
Maturidade na Beira
 
A maior atração é esperada, no entanto, no domingo, dia em que Daviz Simamgo do MDM encerrará a campanha, na sua cidade. Os adeptos do MDM só esperam uma coisa: que Simango desperte mais curiosidade que o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, que no seu comício arrastou milhares de curiosos na cidade da Beira.
Quem deverá estar à frente dos destinos de Moçambique? Na cidade da Beira, a questão está longe de estar decidida. Aqui não há favas contadas. Os cidadãos da Beira adquiriram uma maturidade democrática não muito comum noutras regiões de Moçambique.
O taxista António Fernando é, nesse sentido, um típico beirense, sem papas na língua.
"É um país democrático? Tem que haver eleições livres, justas e transparentes, porque o povo está livre de escolher aquele que achar para ser o seu dirigente ou Presidente futuro," espera. Deutsche Welle

"Ao MPLA faria bem estar na oposição para ver como os outros governam"

Unita é alternativa à cultura do passado do MPLA
 
O convidado do Angola Fala Só desta sexta-feira, 15 de Outubro, foi Liberty Chiyaca, deputado e secretário provincial da UNITA no Huambo.
Depois de ter saudado a atribuição do prémio Nobel da Paz aos dois defensores  dos direitos das crianças, A paquistanesa Malala Yousafzai, de 17 anos, e o indiano activista de direitos humanos Kailash Satyarthi, de 60 anos, o convidado do Angola Fala Só, Liberty Chiyaca, disse  que sobretudo a luta corajosa da jovem Malala deveria servir de exemplo para todos os jovens, activistas –para os jovens africanos, e “em particular para os líderes africanos que deviam dar exemplo de integridade, defesa dos direitos humanos deveriam sentir-se orgulhosos e até certo ponto envergonhados, porque África e, em particular, Angola vivem problemas graves  de violações dos direitos humanos.”
Estamos a viver numa democracia?  Perguntou o ouvinte Nelson Euclides. “Numa democracia a competição política entre partidos  não pode significar uma competição pela sobrevivência, mas uma competição para servir o povo. Propósito central da  governação é servir não servir-se. Em democracia,  ao contrário das ditaduras, o governo democrático existe para servir.  Mas os cidadãos também tem responsabilidades. É importante que nós cidadãos, nos demitamos das nossas responsabilidades.”
A intolerância política e a questão do funcionamento de uma democracia foram temas de destaque no Angola Fala Só em intervenções dos ouvintes João Sawimbu, Jorge Gomes e Simão Temba.
Liberty Chiyaca disse que existiam várias causas para intolerância política: “a falta de condições democráticas como o fundamentalismo politico ideológico, mentalidade monolítica dos nossos governantes ou dirigentes, falta de cultura ética, integridade e autoridade moral". "Os dirigentes tem que ter autoridade moral, integridade, consciência do serviço publico mas é preciso limite de governação,” acrescentado que “infelizmente há uma eternização do poder mas cabe aos angolanos consciencializar-se que aquele que fica muito tempo no poder perde a consciência do serviço público.” Por isso frisou a necessidade de mudar a cultura de governação.
Frisou que a UNITA é alternativa ao MPLA a sua “cultura do passado” e que seria bom para Angola e para o próprio MPLA estar na oposição uns anos, e ver como outros governam, porque quando se está muito tempo no poder, quando alguém se eterniza no poder perde o contacto com a realidade.
Sobre as afirmações feitas pelo governador do Bié, Boavida Neto,  citado em vários média sobre Angola, em que teria  assumido  o envolvimento dos militantes do MPLA e actos de intolerância política que ocorrem na região sob sua jurisdição, Liberty Chiyaca afirmou peremptório  que exige a “demissão do governador do Bié.” E pediu ao presidente  que se pronuncie sobre este assunto.
Sobre a existência das “Forças Especiais  de Apoio ao Comandante-em-Chefe” o ouvinte  Jorge Gomes do Uíge quis saber qual a necessidade da existência desse serviço, Liberty afirmou que em democracia não é necessária a existência de forças militares especiais.
Sobre as eleições autárquicas, pergunta de  Isaac Pataca e Fanni Kanasi, o dirigente da UNITA disse que a sua realização apenas depende do partido no poder, do presidente José Eduardo dos Santos e que a UNITA vai voltar ao assunto quando começar nova sessão da Assembleia Nacional. Mas frisou que” é preciso institucionalizar o poder local.” Voz da América

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Alguns líderes políticos de Moçambique não sabem dialogar!

QUANDO falamos sobre o diálogo, pretendemos trazer uma solução para inúmeros problemas em volta das famílias moçambicanas, bem como da sociedade no geral. Em Moçambique, principalmente nesta época eleitoral, temos verificado discursos verdadeiramente falaciosos, sem fundamento e nem bases por parte de alguns partidos políticos e dos seus respectivos líderes.
Olhando para a história da filosofia, podemos encontrar o filósofo Sócrates que se notabilizou no combate aos discursos aparentemente verdadeiros e que em volta dos tais encontramos muita falsidade. Tais discursos eram feitos pelos sofistas, homens que se consideravam detentores da verdade e do pleno conhecimento.
Hoje o que está a acontecer na nossa sociedade moçambicana, também precisa de ser combatido. Apesar de Sócrates por ter enfrentado estes homens ter sido condenado à morte, talvez a mentalidade de hoje não seja a mesma, que mata os que dizem a verdade, dado que, uma e outra pessoa aparece hoje publicamente a falar do que está correcto ou incorrecto na nossa sociedade moçambicana e nada lhe é feito, em alguns casos.
Nós propomos que algumas formas de diálogo sejam repudiadas, dado que muitos usam argumentos não saudáveis para exporem o seu manifesto eleitoral. Deste modo, um dos argumentos usados é chamado “ad homenim”, que consiste em atacar o adversário sem discutir o conteúdo ou o que está em causa. Ataca-se o homem e não as ideias. É do tipo de argumento que em vez de apresentar razões pertinentes contra uma determinada opinião, se limita a refutar tal opinião censurando a pessoa que a defende. Assim sendo, o ataque pode ser feito em razão da idade, da raça, do seu passado político, dos seus hábitos e costumes, da religião que professa, etc.
Para melhor esclarecer, podemos tomar de análise a seguinte ideia que alguns políticos usam no seu dia-a-dia. Exemplo: “esse senhor diz que presenciou o crime! Mas que confiança nos pode merecer um pobre bebidolas”.
Um outro tipo de argumento é: o “círculo vicioso”, onde alguns partidos políticos apresentam semelhanças nos seus princípios, porque a partir de uma afirmação concluem dela diversas conclusões, para terminarem afirmando de novo a inicial como se tivesse sido demonstrada.
Assim sendo, queremos nós nos inspirar na coragem de Martin Luther King, Samora Machel, Madre Tereza de Calcutá, Dalai Lama, Mahatma Gandhi, Nelson Mandela e dizer a alguns partidos políticos e os seus respectivos líderes, que o diálogo é algo mágico que deve ser feito em diversos níveis e sempre; dado que sem ele não haverá paz e harmonia na sociedade, o diálogo é alimento do amor. Dialogar é crescer e fazer crescer; o diálogo derruba muralhas e constrói pontes entre as diversas mentalidades, idades, temperamentos.
O diálogo ajuda a descobrir tanto o positivo como o negativo em nós e nos outros. O diálogo é tanto necessário quanto menos está em uso! Infelizmente, hoje entre as diversas gerações, culturas e partidos políticos em Moçambique não acontece como deveria ser.
Senhores líderes políticos moçambicanos, nós defendemos que tenham a capacidade de amar, de simpatizar e sintonizar, respeitar e confiar no outro, isto é, serem autênticos; saberem ouvir bem antes de falarem; respeitarem e não julgarem os outros; darem-se a conhecer; dizerem a verdade na caridade, pôr-se na pele do outro, não impor mas propor o seu ponto de vista; saber ceder quando o outro tem razão; desarmar-se de todos os mecanismos de defesa.
Sabemos que muitos políticos fazem diálogo entre surdos, por que são simplesmente movidos pelos seus interesses ou entre mecanismos de defesa e complexos. Contudo, diálogo político deve ser humilde, bem como filosófico porque os filósofos defendem alguns princípios para que haja uma conveniência política e pacífica entre os homens, bem como as regras para que um político apresente argumentos ou para fazer um diálogo político ou mesmo campanha eleitoral ordeira e pacífica.
Ao emitir opiniões, um político deve usar as seguintes ideias, na minha opinião, do meu ponto de vista (…): para argumentos, deve-se dizer, como é do conhecimento geral, como já defendia (…); para exemplificações, deve dizer, a título de exemplo, para referir apenas um caso (…); para explicações, usa-se ou seja, quer isto dizer que (…); para concluir uma exposição usa-se, em síntese, considerada as razões (…); para tentar manter a palavra, usa- se, como ia dizendo, ainda não terminei, se me deixe concluir (…); para sossegarmos, usa-se, de modo algum, como pode pensar que eu (…); para afirmar categoricamente, usa-se, não tenho dúvidas de; profundamente convicto (…); para pedirmos esclarecimento, usa-se, o que quer dizer quando? como explicar então? (…); para concordar, usa-se, não ponho em causa, concordo internamente (…); para concedermos, minimizarmos, usa-se, é certo que (…), mas não nego…contudo (…); para exprimirmos dúvidas, usa-se, não será antes porque, tenho as minhas reservas (…); para exprimirmos impossibilidades, usa-se, parece impossível, é de excluir a hipótese (...); para tentarmos recuperar a palavra usa-se, deixe-me acrescentar que, só interrompo para discordarmos, usa-se, não vejo a relação entre, não percebo a lógica, não posso admitir-lhe que não se trata nada disso, nem aceitar, assim não nos entendemos!
Por último autorizem nos voltarmos a usar das belas palavras de Martin Luther King e dizer que nós temos um sonho que esta nossa partilha um dia sirva e seja colocada em prática pelos líderes políticos e os seus respectivos partidos políticos para que todos os filhos de Deus possam viver em harmonia. Notícias
 
Assim seja!
 
Albath da Cruz

Mineiros correm riscos em mina ilegal em Moatize

Várias multinacionais como a brasileira Vale ou a indiana Jindal exploram o carvão em Moatize. Agora um grupo de jovens abriu uma mina ilegal de carvão na região. O trabalho coloca em risco a vida destes mineiros.
 
Chipanga 7 é o nome da mina ilegal de carvão em Moatize. Aqui, trabalham 80 pessoas, na sua maioria jovens de 16 a 35 anos. Dizem que por falta de emprego recorrem a esta atividade para a sobreviver.
Gildo Viagem, representante dos mineiros da mina do Chipanga 7, arredores da vila-sede de Moatize, diz que o trabalho é duro e não muito rentável.
"Não é rentável, só falta de emprego, por isso que agente está inclinado aqui. De resto, só consigo e comprar cadernos e lápis para os meus filhos," conta.
O carvão extraído na mina de Chipanga 7 é vendido no mercado local a preços que variam entre 400 e 600 meticais (correspondente a de 10 a 15 euros), por cada camioneta contendo de 3 a 7 toneladas do mineral. Os oleiros compram este carvão de baixa qualidade para a queima de tijolos.
 
Falta de segurança gera acidentes
 
Para além de moçambicanos, fazem parte do grupo dos operadores da mina de Chipanga 7 também malauianos, que entraram no país ilegalmente, pois não apresentam nenhum documento que lhes autorize a residir em Moçambique. A província de Tete faz fronteira com o Malaui, o que facilita a imigração.
Gildo Viagem observa que a convivência na mina é pacífica. No entanto, lamenta o fato de a mina não ser segura e de os mineiros não possuírem material de proteção. Conta que há registo de constantes desabamentos de terras, com maior frequência na época chuvosa.
Só nos últimos quatros anos, duas pessoas perderam a vida naquela mina. Morreram por causa de desabamentos de terras. Outras nove pessoas contraíram ferimentos graves.
"Um jovem estava a cavar, tinha uma árvore. Ele cortou e ficou um pedacinho, mas aquele pedacinho era grande. Ele cavou, cavou. Ele não estava bem atento, já não estava a ver. Aquilo caiu e bateu na coluna. Ele ficou mesmo aleijado," recorda.
 
Governo quer fim da extração ilegal
 
A administradora distrital de Moatize, Elsa Maria Barca, diz que o Governo de Moçambique está a tentar impedir a mineração ilegal.
"Não só pela extração ilegal, mas também por criar condições de qualquer dia desabar e desabar perante a comunidade que está lá a fazer esta extração. Então, estamos a trabalhar com as comunidades no sentido de desencorajar a continuação deste processo," afirma.
Esta medida do Governo não é bem acolhida pelos mineiros. Para eles, a sua saída da mina só poderá acontecer mediante o pagamento de uma compensação, frisa Gildo Viagem em representação dos mineiros.
"O Governo também tem que ver, essas pessoas para sairem daqui, temos que dar alguma coisinha," defende.
Entretanto, a administradora de Moatize garante que o seu executivo, junto das empresas de exploração mineira que operam na região, está a tentar criar alternativas para os jovens.
"Estamos a trabalhar no sentido de criar de projectos de renda para esta comunidade, para sairem desta prática ilegal de extração de argilas para o fabrico de tijolos e da extração ilegal do carvão," revela. Deutsche Welle

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Não deves nada à Frelimo, vota pela mudança

Maputo (Canalmoz) – Moçambique vai testemunhar, nas eleições gerais deste ano, um facto histórico. O partido Frelimo vai ser o principal derrotado. Esta tendência de resultados eleitorais negativos atingiu a escalada nas útimas eleições autárquicas, realizadas nos finais do ano passado, e tem estado a dar sinais objectivos de poder vir a aumentar nas eleições do próximo dia 15 de Outubro.
Alguns factores podem estar directamente associados a esta incontestável constatação. Como já deves saber, para além do crónico descontentamento popular e do sentimento antifrelimista característico do segundo mandato da governação de Armando Guebuza, destaca-se o crescente sentido de identidade, simpatia e massiva adesão popular aos partidos da oposição (particularmente o MDM e, ultimamente, a Renamo). A Frelimo, mesmo beneficiando de forma desproporcional de uma máquina de propaganda eleitoral claramente alicerçada nos bens, financiamento e recursos por si sequestrados ao longo dos seus quase 40 anos de controlo total do Estado moçambicano, tem estado ao mesmo nível e, em certos casos, muito abaixo dos principais partidos da oposição, quanto ao convencimento e mobilização do eleitorado.
Com efeito, a Frelimo tem controlado e influenciado a disseminação de propaganda eleitoral a seu favor, de modo prepotente e descarado, nos principais órgãos de comunicação social públicos, como a TVM, a Rádio Moçambique ou os jornais “Notícias” e “Domingo”. A Frelimo tem usado, directa ou indirectamente, viaturas e combustível do Estado nas suas campanhas. Muitos dos carros usados pelos seus membros podem não ostentar a matrícula do Estado, mas estão alocadas aos seus dirigentes e agentes para uso pessoal enquanto titulares de cargos de direcção e chefia, ou no âmbito das suas actividades laborais. Dada a fragilidade institucional característica do Aparelho do Estado quanto à supervisão e garantia do seu uso estritamente profissional, muitas delas têm sido desviadas para actividades estranhas à sua finalidade, estando integradas nas principais caravanas que, em todo o país, desfilam a desavergonhada arrogância e ostentação do partido Frelimo aos olhos de uma larga maioria do povo faminto, a viver em condições de precariedade aguda generalizada. Este “show” de riqueza e pomposidade, feito por pessoas que são obrigadas a mostrar gratidão pelos privilégios e dividendos oferecidos pela governação de Guebuza, tem servido como exemplo, aos cidadãos mais atentos, de que os membros e simpatizantes do partido Frelimo é que, exclusivamente, têm estado a beneficiar do alegado desenvolvimento nacional ao longo destes anos todos. Se não fossem os únicos privilegiados no acesso à riqueza e oportunidades, não estariam a exibir em toda a extensão do território nacional os símbolos fartos e clarividentes de robustez financeira e material, nas suas campanhas eleitorais.
Já deves ter visto, também, a enorme moldura humana que tem aderido às campanhas dos principais partidos da oposição. Afonso Dhlakama tem sido o candidato presidencial que mais pessoas tem levado aos seus comícios. Daviz Simango também. Embora estes não tenham os inúmeros meios e recursos que o candidato da Frelimo pomposamente usa (tais como caravanas de carros e motorizadas luxuosas, panfletos, cartazes, bandeiras, géneros alimentícios, etc.) e com os quais tenta comprar a lealdade, a simpatia e o voto do povo, o povo sistematicamente martirizado, hostilizado, segregado e empobrecido tem dado mostras tangíveis e determinadas de ruptura para com as mentiras históricas da Frelimo e tem aderido massivamente ao redespertar da esperança numa mudança radical do estado das coisas que Dhlakama ou Simango encarnam, sob batuta dos respectivos partidos.
O povo sabe que não come camisetes e capulanas. O povo sabe que aqueles espaços na televisão, rádios e jornais públicos onde só comentam os que falam bem de Guebuza e da Frelimo não o demoverá da sua convicção de mudança. Tu, que também és povo, não te revês naquelas caravanas de luxo da Frelimo que passam ao lado da tua pobreza extrema, em “shows” teatrais grávidos de falsidades e mentindo que confias em Nyusi. Porque tu não confias em Nyusi coisa nenhuma. Tu só confias no poder da mudança e no BASTA que o teu voto gritará, no dia 15 de Outubro. Canalmoz
 
(Edgar Barroso)

 * Título da responsabilidade do “Canalmoz”

Governador do MPLA incita violência contra a oposição

O governador da província angolana do Bié, Álvaro Boavida Neto (MPLA), é criticado por ter, num comício do seu partido, apoiado e encorajado a violência contra os militantes da UNITA, maior partido na oposição em Angola.
 
Numa gravação recentemente difundida pela Rádio Despertar e reproduzida pelo portal CLUB-K, o dirigente provincial do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido do Presidente José Eduardo dos Santos, assumiu publicamente que o seu partido recorreu e poderá recorrer sempre que necessário à violência contra os militantes do maior partido da oposição em Angola, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), em nome de uma suposta manutenção da paz.
O discurso do governador do Bié, Álvaro Boavida Neto, fazia referência aos recentes tumultos ocorridos entre partidários da UNITA e do MPLA que tiveram lugar naquela localidade.
"O MPLA no Cuemba bateu nos homens da UNITA. Nós estamos informados. Temos documentos, temos fotografias, temos gravações de tudo o que se passou no Cuemba, na Chindunba e numa localidade, o Sombe," revelou.
"Deram-lhes uma dose bem dada, mas deram-lhes mesmo uma dose bem dada," avaliou perante o público do comício.
 
Ameaças
 
"E fizeram uma carta aberta, a queixar ao camarada Presidente, porque no MPLA não há democracia, que a administradora do Cuemba não quer nem a democracia nem a reconciliação nacional," pormenorizou o governador do Bié.
Boavida Neto fez ainda ameaças aos membros da UNITA ao declarar que "a UNITA tem abusado muito aqui em nosso território. Vão levar mais umas bofetadas."
Com essas declarações, fica registado o primeiro caso, desde que foi alcançada a paz em 2002, em que um dirigente de proa do partido no poder em Angola, Álvaro Boavida Neto, assume publicamente, ainda que de forma indireta, que o MPLA é um protagonista da intolerância política.
O jornalista e analista político, Reginaldo Silva, descreveu as declarações do governador do Bié como "particularmente agressivas à UNITA".
O analista político lembra ainda que "há um conjunto de acontecimentos particularmente graves" e avalia: "diria que estamos diante de uma postura política que é difícil de aceitar à luz, efetivamente, de todo o processo que Angola conhece".
 
Reações em Luanda?
 
Questionado sobre se o MPLA e o Presidente da República deveriam pronunciar-se sobre o assunto, Reginaldo Silva disse considerar difícil, uma vez que "sabemos que o poder central normalmente não valoriza muito esses incidentes que têm lugar no interior."
Exceções seriam incidentes que "ultrapassem os limites". "Se é possível falar de limites quando há pessoas a serem vítimas de violência política, porque a própria violência política já é uma quebra dos limites aceitáveis em democracia," considerou.
A DW África, contatou o secretário do escritório político do MPLA para informação e propaganda, Mario António, mas não tivemos qualquer reação.
Enquanto isto, a UNITA publicou na sua página da internet uma lista bastante acusatória, na qual dá conta dos danos humanos e materiais causados em consequência da intolerância política contra os seus militantes na província do Bié.
O maior partido na oposição angolana dá ainda conta do falecimento de um bebé de dois meses, que teria sido morto à catananuma disputa política que teria envolvido elementos da JMPLA, braço juvenil do MPLA, e efetivos das Forças Armadas Angolanas (FAA) e da Polícia Nacional (PN). Deutsche Welle

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Moçambique: MDM queixa-se de perseguição em Nampula

Aquele partido diz que diariamente uma dezena de apoiantes são ouvidos pela polícia e alguns deles acabam sendo detidos.
 
O Movimento Democrático de Moçambique, MDM, na província de Nampula, acusou hoje, 6, as forças de Segurança de Moçambique de estarem a perseguir e torturar os membros daquele movimento na sequência do incidente de 25 de Setembro envolvendo uma caixa de papelão com o formato de um caixão e com fotos do candidato presidencial do partido no poder, Filipe Nyusi, que os militantes daquela formação política exibiram nas ruas de Nampula.
 
Segundo o MDM está a intensificar-se cada vez mais, a caça às bruxas, na cidade de Nampula, com intimações diárias aos membros do MDM pela Policia de Investigação Criminal para poderem prestar depoimentos, facto que ocorre desde passado dia 25 de Setembro de 2014, altura em que os seus militantes desfilaram com o caixão
Diariamente uma dezena de apoiantes são ouvidos pela polícia e alguns deles acabam sendo detidos, acrescenta o MDM num comunicado que também altas personalidades do partido estão a ser intimadas para prestar depoimentos, tendo até à presente data, sido ouvido entre outros, o candidato à Assembleia da República, Fernando Bismarque, e notificados para serem ouvidos nesta Segunda-feira, o Delegado do MDM na cidade e a Chefe da Mobilização.  
Segundo o Movimento de Daviz Simango em Nampula, os agentes da PIC, nessas suas ilegalidades, foram até ao Hospital Central de Nampula, interrogar um dos seus membros que ali se encontra internado. "Isto quer dizer, um doente internado numa unidade sanitária e sem a presença de advogado, é também perseguido pela PIC, para responder sobre o caixão", diz o jurista do caso, Momade Ussene.
 
Recorde-se que este conflito iniciou-se no decurso das comemorações do dia 25 de Setembro quando militantes do MDM, no âmbito das actividades da sua campanha eleitoral, marcharam pacificamente pelas artérias da cidade, em direcção ao Bairro de Muatala, onde estava programada a realização de um comício popular. O seu trajecto, incluía passar pela Praça dos Heróis Moçambicanos.
A referida caravana transportava uma caixa de papelão com o formato de um caixão e com imagem do candidato do partido Frelimo, Filipe Nyusi. Ao aproximar-se da Praça, logo que os agentes policiais viram a caixa, atacaram a caravana, facto que gerou confrontos entre os integrantes da caravana e os agentes da PRM e posteriormente da Força de Intervenção Rapida, FIR.
A multidão reagiu arremessando pedras e a polícia ripostou disparando gás lacrimogéneo. Nos confrontos registaram-se vários feridos que foram assistidos no hospital local. Foram detidos na ocasião três jovens, membros do MDM.  
Entretanto, na semana passada ainda em Nampula, a Frelimo interrompeu a campanha da Renamo, mas a polícia  deteve membros da oposição.
Tudo começou quando membros da Renamo faziam campanha no mercado de Waresta na cidade de Nampula, onde teriam sido impedidos por membros da Frelimo, o que resultou em pancadaria. Um indivíduo contraiu ferimentos graves. Oito pessoas foram detidas, todos da Renamo. Ler +

Angolanos indignados com proposta de mudanças na Lei da Nacionalidade

Movimento Revolucionário anunciou para o próximo sábado (11.10), mais um protesto, em Luanda. Desta vez, para contestar propostas de alterações na Lei da Nacionalidade. Modificações possibilitam a cidadania em três anos.
 
A manifestação do grupo de jovens angolanos do Movimento Revolucionário visa denunciar uma proposta de alteração à Lei da Nacionalidade, que contém 26 modificações, enviada à Assembleia Nacional pelo Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.
Se a proposta for aprovada, o chefe de Estado passa a ter a faculdade de conceder a nacionalidade angolana, por naturalização, a estrangeiros que tenham prestado, ou sejam chamados a prestar, serviços considerados relevantes ao Estado.
De forma geral, está apenas consagrada a necessidade do conhecimento suficiente da língua portuguesa.
 
Fora da lei
 
Para o Movimento Revolucionário, as modificações a serem introduzidas na Lei da Nacionalidade vão contra a Constituição do país e, por isso, exige a revogação da proposta.
"Obviamente, não aceitamos que o Presidente da República assuma este trabalho. Quer dizer, ele é o dono do país, quem tem que dar o período de em quanto tempo as pessoas devem se tornar nacionais. Isto é uma irregularidade total," critica Adolfo Campos, representante do Movimento Revolucionário.
De acordo com o ativista, Angola não está preparada para tal. Campos se diz contra o prazo de três anos para conseguir a nacionalidade angolana. "Em nenhuma parte do mundo isso é aceitável," afirma.
Questiona-se também o português como pré-requisito.
"Obviamente que, ele [o Presidente] está a dizer que os portugueses devem voltar e colonizar novamente Angola. Nós não vamos aceitar isso, porque não vamos aceitar uma nova colonização em Angola. Nós temos um país e este país, Angola, é dos angolanos," defende.
O Movimento Revolucionário está a pedir que esta lei seja revogada da Assembleia Nacional "e isto nós vamos pedir até o último minuto," garante.
 
Benefícios para as autoridades
 
Perguntamos ao porta-voz do Movimento Revolucionário se as autoridades angolanas teriam algum benefício com a alteração da Lei da Nacionalidade?
"A parceria é tanta com os estrangeiros, e obviamente querem acumular os estrangeiros cá em Angola. Eles esqueceram-se que, este mesmo estrangeiro um dia vai se tornar angolano. Depois vão botar eles fora desses negócios em que eles estão envolvidos," considera.
Apesar de ser crítico em relação à proposta de alteração da lei, Adolfo Campos deixa claro que "não é contra a presença dos estrangeiros em Angola, mas sim contra a nacionalidade, que está a ser feita pelo Presidente da República, contraria automaticamente a nossa Constituição". Ler +

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Por quê só criticar Guebuza se a culpa é da CTA

FIZ a minha parte como cidadão pois, no dia 22 de Dezembro de 2010 escrevi um artigo para esta página deste prestigiado matutino nesta página com o título “Membros do Governo não devem receber presentes”.
No ano seguinte voltei a alertar com outro texto com o título ”Deve haver lei que proíbe governantes de receber presentes” e ambos, para a minha satisfação, resultaram na Lei da Probidade Pública.
O Presidente da República ao ser confrontado com o anúncio do presente que lhe estava a ser oferecido pela Confederação das Associações Económicas (CTA) nada podia fazer perante convidados e telespectadores que viam em directo pois seria indelicadeza de sua parte perante uma cerimónia daquela dimensão e na presença de ilustres convidados recusar a oferta. Também havia necessidade de terminar a cerimónia sem criar embaraços que pudessem manchar o jantar tão publicitado.
Parece que a CTA anda distraída com tantos empresários e doutores que tem, ou pode ter havido conspiração contra a figura do Chefe de Estado. Esta oferta da viatura de marca Mercedes Benz teve aproveitamento por parte de políticos, jornalistas e os anti-Guebuza, o que me leva a sugerir que todo o elenco da CTA deve se demitir. Será que todos os cérebros da CTA não conheciam a lei que proíbe estas ofertas?
Espanta-me o facto de todas as críticas e palavreados terem um só destinatário, o Presidente Guebuza, e a CTA? A CTA é a quem deve recair 99% das críticas, pois esta organização nada faz em prol dos trabalhadores vítimas das maiores e gritantes injustiças, desigualdades salariais entre expatriados e nacionais a fazerem o mesmo trabalho, assédios sexuais praticados pelo patronato.
No artigo do dia 22 de Dezembro de 2010 dei a conhecer que alguns países da União Europeia PROÍBEM membros do Governo e funcionários seniores de receberem presentes pois consideram uma forma de corromper e consequentemente influenciar decisões muitas vezes sensíveis.
Na altura dei a conhecer a polémica que teve lugar na África do Sul, no primeiro mandato de Jacob Zuma em que um ministro recebeu presentes de uma associação de transportadores e que face à contestação generalizada, o mesmo teve que auscultar o Presidente Zuma que o aconselhou a devolver e ficar com algo simbólico de valor que não ferisse a sensibilidade do Povo.
Fiz notar que na quadra festiva ou de forma esporádica muitas ofertas eram dadas para a conquista de influências e já se tornava conversa de cafés. Os que oferecem dizem de boca cheia que o “Governante X ou Director Y vai autorizar porque no Natal lhe ofereci isto e aquilo”. Alertei também para que as ofertas fossem canalizadas aos que mais precisam. É bom igualmente recordar que aos governantes, funcionários seniores se lhes são presenteados é por estarem a dirigir determinado sector do seu interesse pois, facilmente se chega à conclusão de que antigos presidentes, antigos ministros, antigos primeiro-ministros, antigos directores, antigos governadores já não recebem os presentes que recebiam. E para consubstanciar este comportamento, muitas vezes ouvimos e concluímos o quão a oferta é por interesse, influências e passo a citar ”Para esse tipo não precisa mandar nada (nem um postal) já não é ministro”; ”Para Sicrano não manda, já não é director” etc., etc., é o que nos é dado a ouvir.
Escrevi na ocasião que desejar a um Presidente da República, um ministro, director, entre outros, um natal feliz e próspero ano novo não é necessariamente oferecer um bem material que, de certa forma, é comprometedor para ambas as partes. Quero crer que o presente que foi oferecido ao Presidente Guebuza foi uma contribuição dos empresários associados a CTA. Se for o caso, lamento porque no seio destes empresários, podem existir aqueles que deram o seu contributo para a aquisição desta viatura mas negligenciam os seus trabalhadores. Existem aqueles que privam os trabalhadores do décimo terceiro vencimento, não pagam horas extras aos trabalhadores, pagamento tardio do salário, meses em atraso, não se dignam oferecer cabazes de natal na quadra festiva e até um simples paracetamol.
Vem aí o Natal e Ano Novo. Se há que presentear, presenteiem o Povo trabalhador, nada de dar presentes a quem não lhes faz falta, não os elegemos para receber presentes mas sim para trabalhar pelo bem do Povo. Notícias
 
Primeiro o povo, depois os dirigentes
 
A luta continua!
 
MUSSÁ OSSEMAN

Moçambique: Desaparecem boletins de voto

O anúncio sobre o extravio foi feito pelo Presidente da Comissão Nacional de Eleicoes, Abdul Carimo
 
Em Moçambique boletins de voto foram extraviados. Aconteceu nos últimos dias na região central do país. O extravio foi detectado pelos órgãos eleitorais em Quelimane, a capital da província da Zambézia, o segundo maior circulo eleitoral do país.
 
O anúncio sobre o extravio foi feito pelo Presidente da Comissão Nacional de Eleicoes, Abdul Carimo, que se reuniu esta tarde com mandatários de partidos políticos em Maputo, tendo falado depois à imprensa.
A tinta indelével foi produzida na Índia, as canetas, as borrachas e outros materiais na China, e os boletins de voto na África do Sul.
E é na África do Sul que todos os materiais, destinados às eleições gerais e provinciais em Moçambique, são empacotados e depois enviados para território moçambicano.
O envio é feito por estrada. Camiões transportam as caixas, contendo os kits, directamente para cada uma das capitais provinciais, de onde depois os órgãos eleitorais se encarregam de distribuir pelos distritos, postos administrativos e localidades do país inteiro.
E o que levava os boletins de voto para a Zambézia, na região centro-norte do país, chegou a Quelimane, a capital provincial, com 26 kits a menos, e com os selos violados.
Pensa-se que os materiais terão sido subtraídos na zona de Inchope, na província central de Manica.
O motorista e os dois agentes da polícia que protegiam o camião, encontram-se detidos.
A Procuradoria-Geral da República e a Polícia estão a investigar o caso.
A Comissão Nacional de Eleições, que esta segunda-feira se reuniu em plenária para discutir o assunto, decidiu anular todos esses boletins extraviados e já deu orientações à empresa fornecedora para produzir outros, novos, e com diferentes especificações.
Abdul Carimo, Presidente da Comissão Nacional de Eleições, falando aos jornalistas, depois de se ter reunido, em Maputo, com os mandatários dos partidos políticos, coligações de partidos e grupos de cidadãos que concorrem às eleições gerais e para as assembleias provinciais deste mês, em Moçambique.
Um encontro que serviu para transmitir formalmente o registo do incidente. Um incidente que acontece há menos de duas semanas da realização das eleições, marcadas para o dia 15 de Outubro, mas que, segundo o Presidente da CNE, não vai pôr em causa o processo eleitoral moçambicano. Voz da América